O homicídio de Luan Fonseca Camargo, de 23 anos, ocorrido na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, na tarde de domingo (31), expôs aos turistas o problema de violência que a capital tem enfrentado.  Ele foi assassinado com dois tiros na orla . Ninguém foi preso. O jovem morreu com uma bala na nuca e outra no pescoço. O crime ocorreu em meio a uma praia lotada. A Polícia Civil investiga o homicídio.

Em 2017, a cidade registrou quase um assassinato a cada dois dias. A Secretaria de Estado da Segurança Pública prometeu reforçar o número de policiais militares durante a temporada.

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O crime no último dia do ano na maior praia do Norte da Ilha pareceu premeditado. Três homens teriam participado do homicídio. “Um deles chegou perto dele, pôs o boné e o outro lá veio e deu dois tiros”, disse um turista, pessoa que não quis se identificar. A morte foi a menos de 200 metros do posto da Polícia Militar.

Imagem: Conexão Comunidade

Violência

Uma das maiores capitais do turismo brasileiro enfrenta problemas no quesito segurança pública. O homicídio na Praia dos Ingleses foi o de número 176 de 2017. A repercussão aumenta quando ocorre um caso como esse da Praia dos Ingleses. “A gente sempre imagina que isso só acontece no Rio de Janeiro, em São Paulo, em outras praças de grandes populações. Imaginei que em Santa Catarina não tivéssemos isso”, disse o turista Décio Ribeiro, morador de Lages, na Serra catarinense.

Os disparos foram em frente ao quiosque de Adilson Marana, que disse raramente ver policiais na areia: “Eu acho que tinha que ter um pouco mais de segurança porque a gente está à mercê de qualquer coisa”.

Florianópolis deve receber cerca de dois milhões de turistas até o fim da temporada. Porém, a sensação de insegurança vai além do verão. A pessoa que presenciou o homicídio na Praia dos Ingleses afirma que a região tem tido problemas de violência: “É muito. Não passa um dia sem”.

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