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Em minha opinião, como idealizador das Lojas Ideal, as indústrias recuaram no movimento iniciado a alguns anos, de baixar a qualidade do móvel como alternativa de reduzir custos e optaram por diversificarem a produção, passando a fabricar novas linhas de móveis. Percebi que as empresas em vez de mexer na questão do custo dos produtos decidiram ampliar o mix. Com isso passa a haver maior competição no mercado. Os detalhes se tornaram importantes por se tornar evidente que fazem falta no faturamento.

Questionando sobre a qualidade do mobiliário, sugerem a criação de um selo que indique os padrões mínimos oferecido, gerando que a concorrência seja mais leal e o consumidor tenha um critério a mais no momento da escolha, não comprando gato por lebre.

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Quanto mais se enxuga um produto, maior precisa ter a habilidade e a qualificação do montador. O fabricante precisa tomar cuidado com essa questão para não criar uma rejeição à marca do produto por conta de problemas no momento da montagem. Vocês não imaginam o que sofremos com isso, aqui na ponta aumentando o custo da mão de obra e ao mesmo tempo, desagradando o cliente que culpa a loja que o revende. Visto isto, sempre que posso e sou consultado bato sempre nesta tecla, o barato sempre sai mais caro, a nós que intermediamos e ao cliente final que fica descontente.

As soluções são sempre as mesmas, ter cuidado com o material sugerido como: puxadores e pés metais ou em MDF, portas com vidros reflete, melhor visão interna, cabideiro invertido, gavetas com chave, nichos internos em armários, kit de acessórios e divisores de talheres, maior profundidade em gavetas e roupeiros, corrediças telescópicas, portas mais largas, armários multifunções (cômoda e sapateira), espaços para organizar sapatos.

Vejo a indústria moveleira muito presa ao padrão “magazine”. Em meu ponto de vista, está faltando ousadia por parte da indústria moveleira, bem como visão, num grande e poderoso mercado americano e europeu essa técnica de “magazine”, só tem o básico, compras pronto ou montas em casa, no Brasil que temos essa cultura dos grandes magazines ditarem tudo, mas temos certeza que seus dias estão contados, ou se especializam ou caiem fora, a mídia forte sempre terão; mais a cultura do povo, não se deixa enganar.

Luiz Renato Ramos Petry é presidente do CDL – Biguaçu e proprietário das Lojas Ideal

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