Luiz Renato Ramos Petry: Retomada da estabilidade

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*Luiz Renato Ramos Petry

De acordo com dados que estamos vivenciando, o varejo apresenta tendências de alta, mas somente para o segundo semestre, isto acaba com 22 meses seguidos de cortes. Um dos fatores que mais afeta o varejo. Contudo este resultado não influencia de imediato os milhões de desempregados no país. Por outro lado, outros índices econômicos apresentam tendência de estabilização neste segundo semestre, segundo pesquisa do SPC, a inadimplência do consumidor registrou queda de 8% em maio/2017, na comparação com o mês anterior, no acumulado de 12 meses houve retração de 4% e na comparação com o mês de 2016 a retração foi de 9%.

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Outros índices como movimento do comercio, recuperação e demanda de crédito não obtiveram bons resultados, porem demonstraram diminuição de queda, indicando uma inversão para uma curva positiva. De acordo com o SPC o índice de recuperação de crédito teve queda de 2% na análise mensal contra junho, descontados os efeitos sazonais. Já nas variações acumuladas em 12 meses apresentou alta de 4 % o desemprego na comparação anterior houve queda de 6,2 % mas continua muito alto, por isto aconselha-se a não aventurar, pois o comercio não absorve esta aparente estabilidade, é muito cedo para maiores cálculos, e alçar novos vôos, canja de galinha não faz mal a ninguém. Afirmo que entre as variáveis que afetam o varejo, as que mais estão influenciando os resultados atualmente são os índices relacionados ao mercado de trabalho. Os anos 2015, 2016 e o 1º semestre de 2017 se mantiveram em patamares ruins. Mas nem tudo esta perdido, em relação ao movimento no varejo percebe-se que o segundo semestre deste ano e varejo será relativamente bom, comparado com os anos anteriores, a economia já esta dando sinais de crescimento. O que começa a melhorar um pouco o cenário, não vai ser maravilhoso, não haverá crescimento robusto, contudo pelo menos, a mudança de tendência já é em nossa avaliação uma boa noticia. Na minha avaliação houve um comportamento inicialmente menos controlado dos varejistas quando começou a crise – agora é arregaçar as mangas e ir ao trabalho; vender é uma arte e o movimento do comercio, é nos que comandamos.

* Presidente do CDL de Biguaçu e proprietário das Lojas ideal

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