Luiz Renato Ramos Petry

A experiência e o tempo vivido no comercio, me trouxe muitas indagações. Como minha última matéria como Presidente do CDL – Biguaçu e isto foi por 4 anos, aprendi muita coisa, que passa na minha humilde explanação a narrar; Vender um produto sem uma boa margem de lucro pode ser tão arriscado para os negócios quanto deixar de concretizar a venda. Isso porque o dinheiro entrando em caixa pode ser facilmente mascarar indicadores pertinentes a saúde financeira da loja. Afinal é o lucro que garante a sobrevivência da empresa.

Na introdução do ranking no varejo Brasileiro as 350 maiores empresas do mercado nacional, os especialistas em relação ao consumo responsável pelo estudo Dr. Roberto Meir escreveu que “que por muitos anos os empresários do varejo ignoravam os números, visto que as vendas aconteciam sem muito esforço”. Hoje a crise trouxe a luz a ineficiência que os altos volumes de vendas escondiam. Dessa forma, compete ao lojista uma postura mais estratégica, levantando indicadores internos do negócio a fim de usa-los para embasar a formação de preço e demais estratégias comerciais, isto serve para maiores e também para as pequenas, onde o custo inicial é mais alto, compensado pelo custo de manutenção baixo, onde passa a igualdade, o custo de filiais e o custo somente de uma loja. Somente em posse de dados concretos é possível fazer uma análise precisa e minuciosa da competitividade da loja, assegurando tanto a lucratividade, quanto a rentabilidade.

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Além dos indicadores comerciais, a falta de atenção nos indicadores financeiros como margem de contribuição e rentabilidade também podem ser críticos. Apresar de ser uma questão básica, muitos gestores pecam neste quesito. Uma empresa é criada para dar LUCRO, vender faz parte desse processo, mas precisa vir acompanhada de margem e rentabilidade, ensina o diretor operacional da CIM. Consultoria e palestrante Dr. Daniel Wingert.

Apesar de similares lucratividade e rentabilidade são dois conceitos distintos, mas que trabalham juntos em prol do monitoramento estratégico das finanças de uma loja. O primeiro diz respeito ao quanto de lucro foi gerado sobre o trabalho exercido, já o segundo está relacionado a taxa de retorno sobre o investimento, considerando um período especifico de tempo.

Como calcular: Se você se enquadra de porte médio a grande é bom ter um consultor habilitado, um grupo de gestores qualificados, mas se for de médio porte a pequeno ou micro o seu contador está habilitado para ajuda-lo, consulte-o e confie neste profissional que deve ser habilitado junto ao seu conselho de classe, no caso do contador o CRC (Conselho Regional de Contabilidade) ou ainda ao órgão de classe (Associação Comercial) em Biguaçu a ACIBIG e CDL tem condições de mostrar as obrigações mínimas de como sobreviver nesses momentos de crise e calcular sua verdadeira margem de lucro.

Entendam a lucratividade como ganho real em cada negócio da loja e a rentabilidade é a relação entre investimento inicial pelo lojista versus a lucratividade do negócio, para ser mais simples podemos dizer que a avaliação é a venda a venda. Não tem mágica, tem que ser alinhados e monitorados sempre e duvidas sempre existirão. Consulte seu contador e pesquise, mas lembre-se. Uma boa argumentação cria valor para o produto. O preço é o por quanto você vende. Valor é o que você entrega. Esta deve ser a premissa de qualquer negociação e boa sorte.

*Luiz Renato Ramos Petry e Presidente do CDL – Biguaçu e Diretor das Lojas Ideal

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