O professor Murilo de Azevedo registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil, na noite de segunda-feira (11), apontando que teria sofrido injuria, ameaça  e lesão corporal dolosa (quando há a intenção de agredir) cometidas por um taxista conhecido como Evandro Xuxa, que trabalha em Biguaçu. Os fatos ocorreram na Praça Nereu Ramos, em frente ao Banco do Brasil.

Conforme informações que constam do documento, houve a aglomeração de algumas pessoas em frente à agência e Murilo foi ver o que estava acontecendo. Foi quando ele viu algumas pessoas em volta de um homem que estava no chão algemado. Em determinado momento, o taxista pisou nas costas da pessoa que estava deitada e depois deu um chute na cabeça.

Murilo foi argumentar com o taxista que não precisava agredir quem já estava imobilizado, contudo, não teve tempo de falar muito, pois o agressor se aproximou e desferiu um chute que atingiu a sua cabeça. O professor caiu e foi ajudado por outras pessoas.

“Eu não disse nada que justificasse ser agredido daquela forma. Eu não sabia o que estava ocorrendo e não achei justa a agressão contra uma pessoa algemada. Mas quando eu quis argumentar ele veio e me chutou. Outro taxista ainda fez ameaças, inclusive na frente da delegacia, quando eu registrava o boletim de ocorrência”, falou, ao Biguá News.

Depois de ser agredido, Murilo soube que aquele que estava rendido era um assaltante e que as pessoas em volta dele eram taxistas. O indivíduo é acusado de cometer assaltos a taxistas. Ele solicitava corridas e no trajeto cometia os roubos com uma arma. Mas na noite de segunda-feira ele acabou detido.

O professor buscou imagens de câmeras de vigilância nas redondezas da praça para provar a agressão e informou que irá processar criminalmente Evandro.

Outro lado

Biguá News entrou em contato com Evandro para que ele apresente sua versão. Xuxa relatou que ele e outros colegas de trabalho estavam na praça, quando o assaltante chegou e pediu uma corrida. Contudo, eles reconheceram o indivíduo como sendo aquele que cometera assalto a outro taxista há alguns dias. Então a corrida fora refugada.

“Depois esse cara saiu e assaltou um estabelecimento ali na praça. Então eu fui à delegacia, chamei um policial e juntos fomos até o ponto de ônibus, onde ele estava. Abordamos e o policial o algemou. Houve emprego de força física para algemá-lo. Foi quando o Murilo chegou e em tom de arrogância falou para mim que eu não poderia estar fazendo a prisão. Eu argumentei que poderia sim atuar na prisão e ele continuou com a arrogância, como se eu tivesse cometido algum crime. Então na discussão eu disse que era para ele levar o bandido para a casa dele e dei um chute nele”, informou Xuxa.