Secretário da Segurança vistoria Força Tarefa de homicídios em Florianópolis

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O secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, acompanhado do comandante geral da Polícia Militar, coronel Paulo Henrique Hemn, e do delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, percorreu na tarde da última quarta-feira, 12, os pontos de bloqueio montados pela Força Tarefa criada para combater os crimes de homicídios em Florianópolis.

O primeiro bloqueio vistoriado foi na comunidade do Monte Cristo, no continente. Barreiras montadas pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do 22º Batalhão da Polícia Militar interceptaram veículos e abordaram suspeitos. Outras ações também foram executadas, como intensificação do policiamento ostensivo, cumprimento de mandados de prisão e reforço no efetivo da Delegacia de Homicídio. Houve reforço também nas ações da área de inteligência.

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Na Chico Mendes, César Augusto Grubba entrou na comunidade e viu as barricadas montadas pelos traficantes para dificultar a entrada das viaturas policiais. Ele declarou que vai fazer contato om o prefeito Gean Loureiro solicitando a retirada do material. “Isto é um absurdo. É o tráfico quem define quem entrada na comunidade. E há gente do bem aqui. O tráfico não pode determinar nada”, declarou.

Ainda segundo o secretário, o tráfico de drogas é o que fomenta a criminalidade. “O tráfico é a porta de entrada para o crime e está intimamente ligado ao aumento de homicídios em Florianópolis. Por isso um dos objetivos da Força Tarefa é o combate sistemático às organizações criminosas que travam esta guerra em busca de espaço e rentabilidade”.

Desde o dia 1º de janeiro até esta quarta, 12l, Florianópolis registrou um total de 66 mortes violentas,  que é o somatório de homicídios dolosos (58), mais latrocínio (1), lesão corporal seguida de morte (3) e confronto policial (4).

Santa Catarina também utiliza o termo CVLI, referindo-se a Crimes Violentos Letais Intencionais, o qual é empregado com a finalidade de agregar separadamente os fatos acima listados. Embora não haja nenhum documento da Senasp que regulamente a utilização dessa sigla, ela é amplamente aproveitada pela maioria das unidades federativas e em publicações relevantes no cenário nacional, como é o caso do Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o secretário, as ações da Força Tarefa vão continuar em toda a região.

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