A megaoperação Free Way, deflagrada nesta segunda feira (24) pela Polícia Militar de Santa Catarina em conjunto com o Ministério Público, resultou na prisão de uma advogada suspeita de atuar em favor de um grupo criminoso responsável pelo tráfico de drogas no bairro Caminho Novo, em Palhoça.
De acordo com as investigações conduzidas pelo BOPE e pela 5ª Promotoria de Justiça de Palhoça, a advogada tinha pleno conhecimento das atividades ilícitas praticadas pela organização e ainda assim frequentava áreas dominadas pelo tráfico.
A Agência de Inteligência da PMSC já monitorava a movimentação de Juliane, que acabou flagrada durante diligências em um dos pontos mapeados pela operação.
Na ação, os policiais apreenderam um fuzil calibre 5,56mm, mais de 10 quilos de drogas, rádios comunicadores, dinheiro, eletrônicos e uma motocicleta com registro de furto ou roubo. O material reforça as suspeitas de tráfico e associação criminosa, inclusive nas imediações de escolas, onde crianças eram expostas à rotina do crime.
Justiça decreta prisão preventiva
A prisão preventiva foi determinada pela Justiça com base nos artigos 282, 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal. A decisão aponta que a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Em mensagem enviada ao grupo criminoso enquanto discutiam o risco de novas ações policiais, a advogada afirmou: “Vai ter que pegar e esperar, não tem o que fazer”.
O mandado foi expedido em caráter restrito para não comprometer a operação. A magistrada também determinou que a OAB fosse oficialmente comunicada sobre a prisão, conforme prevê o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94).
A Operação Free Way mobilizou mais de 320 policiais militares e teve como foco a desarticulação da estrutura criminosa que controlava áreas residenciais e escolares de Palhoça. As investigações seguem em andamento.

