A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Petite Cocaine para desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico internacional de entorpecentes em Santa Catarina. Ao menos dois homens suspeitos de enviar “mulas” com drogas para a Europa foram presos na manhã desta quinta-feira (4), em Biguaçu.
Ao todo, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão — dois em Biguaçu, um em São José e um em Itajaí — além de três mandados de prisão preventiva em Biguaçu. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 17,8 mil na residência dos principais investigados e um revólver calibre 38 em outro endereço. Uma pessoa também foi presa em flagrante.
A ação é resultado de uma investigação que começou após a prisão de um passageiro no Aeroporto de Navegantes, em setembro de 2024, quando ele tentava embarcar com cerca de 3 kg de cocaína amarrados às pernas.
Segundo a PF, o grupo atuava há pelo menos três anos no estado, aliciando pessoas para realizar viagens internacionais, principalmente para a Europa, levando drogas em voos comerciais. Desdobramentos da investigação já resultaram em prisões de integrantes do esquema tanto no Brasil quanto em países europeus.
A investigação da Operação Petite Cocaine — “pouca cocaína”, em francês — descobriu que o grupo atuava há pelo menos três anos em Santa Catarina. A quadrilha aliciava pessoas para viajar para a Europa de avião, transportando drogas.
O jovem de 20 anos preso com cocaína no corpo foi abordado no raio-X do aeroporto, pouco antes de embarcar para Paris, na França. Durante revista pessoal, os policiais encontraram, embaixo da calça do homem, pacotes contendo aproximadamente 3 kg de cocaína. A droga teria sido recolhida por ele na Grande Florianópolis.
No vídeo gravado pela corporação, é possível ver que os pacotes foram enfaixados com bandagens de curativo ao redor das pernas do investigado e foram retirados com ajuda de uma tesoura.
A investigação a partir da prisão do jovem ajudou a PF a realizar várias prisões de pessoas associadas ao grupo, tanto no Brasil quanto na Europa.


