NDTV – As investigações sobre a morte dos quatro jovens encontrados em Biguaçu, no último sábado (3), após sete dias de desaparecimento, seguem em andamento. As polícias Civil e Militar trabalham com diversas hipóteses, incluindo o possível envolvimento de facções criminosas no crime.
Os corpos foram localizados no Morro do Melado. Segundo os agentes, as vítimas estavam com os cabelos raspados e os cadáveres apresentavam marcas de tortura, além de perfurações por tiros e facadas. Devido ao tempo decorrido, o estado de decomposição era avançado. Relatos policiais indicam ainda mutilações severas nas vítimas.
Ao programa Tribuna do Povo, da NDTV RECORD, o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, afirmou que a crueldade da execução e o local do crime — já conhecido por ocultação de cadáveres — chamam a atenção.
Ele pontuou que apenas uma das vítimas possuía passagem policial, por tráfico de drogas. Mendes destacou que a investigação é recente e que suposições sobre a motivação só serão confirmadas ao final do inquérito.
Conforme apurado pelo repórter Felipe Kreusch, uma das linhas de investigação sugere que os jovens teriam ligações com uma facção paulista e foram executados por uma organização criminosa catarinense.
O capitão Daniel Duering, comandante do Batalhão de Choque da PM, informou que as cabeças das vítimas estavam envoltas em lençóis no momento em que foram encontradas.
Quem eram os jovens desaparecidos
Jovens desaparecidos foram encontrados com cabelo raspado e sinais de torturaFoto: Divulgação/ND Mais
- Guilherme Macedo de Almeida (20 anos): natural de Guaranésia (MG).
- Bruno Máximo da Silva (28 anos): natural de Guaranésia (MG).
- Daniel Luiz da Silveira (28 anos): natural de Guaxupé (MG).
- Pedro Henrique Prado de Oliveira (19 anos): natural de Araraquara (SP).
Cronologia: os últimos passos dos jovens desaparecidos em SC
Embora residissem em São José, o último paradeiro confirmado foi no Centro de Florianópolis. Câmeras de monitoramento também registraram dois deles em frente a um edifício em Barreiros antes do sumiço definitivo.
Câmera flagrou dois dos quatro jovens desaparecidos no bairro Barreiros, em São JoséFoto: Reprodução/NDTV
Segundo o tenente-coronel Cláudio Boeing, um dos jovens convidou um amigo para um bar no Centro na madrugada de domingo. Outro integrante, Bruno Máximo, enviou mensagens afirmando que estava embriagado e pretendia ver o nascer do sol na Praia do Campeche, em Florianópolis.
O alerta sobre o desaparecimento foi dado quando um dos jovens faltou ao trabalho e Bruno não entrou em contato com a família para o aniversário do filho na segunda-feira (29).


