Traficante identificado como Evander Batista Coelho Machado, de 28 anos, apontado como uma das lideranças do tráfico na comunidade do Morro da Mariquinha, em Florianópolis, foi morto com vários tiros na noite desta segunda-feira (19) durante um confronto com a Polícia Militar.
De acordo com a PM, Evander era conhecido como o “Rato”, possuía um extenso histórico criminal e era apontado como um dos responsáveis pelo controle do crime organizado no Morro da Mariquinha.
Rato era investigado por envolvimento direto na chacina que matou quatro jovens mineiros na Grande Florianópolis – cujos corpos foram abandonados em uma estrada em Biguaçu – e vinha sendo monitorado como peça estratégica de facção criminosa que atua na região. Segundo a apuração policial, ele exercia papel de comando local no tráfico e participava da articulação de ações violentas.
O confronto ocorreu durante uma ação da guarnição do Tático da Polícia Militar de Santa Catarina, na subida do Morro da Mariquinha. Conforme a PMSC, o criminoso reagiu à abordagem, houve troca de tiros e ele acabou morto no local.
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam vários quilos de drogas que estavam no carro utilizado por Evander, reforçando, segundo a corporação, a ligação dele com o tráfico e com a estrutura operacional da facção naquela área.
Durante a operação, os policiais apreenderam:
- Uma pistola Taurus calibre .380, com numeração suprimida;
- 15 munições calibre .380;
- Um carregador alongado;
- Um fuzil AK-47, com 26 munições calibre 7.62;
- Aproximadamente 1 quilo de cocaína.
A ação desta segunda-feira ocorre na sequência de uma ofensiva contínua das forças de segurança. Na última semana, outro envolvido direto na chacina já havia sido morto pela Polícia Civil de Santa Catarina. Naquele caso, o suspeito também reagiu à prisão e morreu em confronto.
Com isso, Polícia Civil e Polícia Militar retiraram de circulação, em poucos dias, dois nomes apontados como centrais na engrenagem violenta que resultou na chacina, em sequestros, cárcere privado e na ocultação de corpos em áreas de mata da Grande Florianópolis.
A sequência de operações, que incluiu ainda o resgate de vítimas sequestradas e a descoberta de um cemitério clandestino em São José, evidencia a resposta firme e coordenada do Estado diante da escalada de violência. Para as forças de segurança, o foco segue sendo desarticular lideranças, enfraquecer o tráfico e impedir que crimes como os que chocaram Santa Catarina voltem a se repetir.
Com informações do Jornal Razão.


