Fim da linha para um criminoso que desafiou o Estado de Santa Catarina e marcou uma das páginas mais dolorosas da segurança pública catarinense.
Dezesseis anos após assassinar um cabo da Polícia Militar de Santa Catarina, o bandido identificado como Caynã Dias de Oliveira, conhecido pelos vulgos NK ou Tupac, foi neutralizado durante uma ação policial do Batalhão de Choque, na Grande Florianópolis.
A ocorrência foi registrada na madrugada desta sexta-feira (30), no bairro Caminho Novo, em Palhoça, região conhecida pelo intenso tráfico de drogas e pela atuação da facção criminosa PGC. As guarnições realizavam patrulhamento ostensivo e ações de saturação na área.
Por volta das 4h30, durante deslocamento em direção ao bairro Bela Vista, os policiais avistaram uma motocicleta saindo da Rua Salézio Beltrame, local já conhecido por concentrar atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Ao notar a presença da viatura, o condutor demonstrou nervosismo e acelerou, o que motivou a tentativa de abordagem.
Mesmo com sinais sonoros e luminosos, o motociclista não parou de imediato, sendo acompanhado por alguns metros até ser interceptado em uma rotatória.
Durante a abordagem, após receber ordens verbais da guarnição, o condutor desembarcou do veículo e realizou um movimento brusco em direção aos policiais. Diante da atitude e da ameaça iminente, houve reação por parte da equipe para cessar a agressão.
O bandido foi atingido e caiu ao solo. O SAMU foi acionado e, no local, a equipe médica constatou o óbito.
A Polícia Civil e a Polícia Científica também foram acionadas e realizaram os procedimentos legais. Com o criminoso, foi apreendida uma pistola calibre .380 com numeração suprimida, além de munições.
Na identificação, foi confirmado que o homem neutralizado era o autor do homicídio do cabo da PMSC Paulo Roberto Coelho, morto em serviço no dia 25 de setembro de 2009. Na época, o policial, com 29 anos de carreira operacional, atuava no 7º Batalhão, em São José, quando foi assassinado durante a perseguição a um suspeito de roubo a uma casa lotérica na Avenida das Torres.
Além do assassinato do policial militar, NK possuía uma longa ficha criminal, com registros por homicídio, organização criminosa, roubos, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e danos ao patrimônio.
A ação da Polícia Militar de Santa Catarina encerra a trajetória de um criminoso violento e representa uma resposta direta do Estado contra quem escolheu viver à margem da lei e atacar aqueles que juraram proteger a sociedade.
“Pela paz, pela ordem e pela memória dos policiais que tombaram em serviço”, destacou a PMSC.

