O prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, oficializou na manhã desta quinta-feira (19) o seu pedido de desfiliação do PSD. Através de uma carta aberta enviada à Executiva Estadual, ele expôs os motivos para a saída e apontou divergências estratégicas, o que classificou como “truculência” por parte de lideranças da legenda.
“Como é de conhecimento geral, o presidente estadual do PSD de Santa Catarina, em conluio com o prefeito de Chapecó, passou a exigir minha expulsão imediata do partido. Ainda que perplexo, considero essa grotesca encenação uma medalha: eu sei quem sou, e sei também a forma que eles costumam fazer política”, destacou.
No documento, Topazio relata estar sendo alvo de tentativas de expulsão e intimidação após defender publicamente a reeleição do atual governador Jorginho Mello (PL). O prefeito direcionou críticas severas ao presidente estadual do PSD, Eron Giordani, e ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues, afirmando que ambos agiram em “conluio” para silenciá-lo.
Na carta, Topázio ainda afirma que João Rodrigues “se tornou candidato de si mesmo” e transformou os companheiros de PSD em “reféns de um projeto sem sentido”. “Seu ego, vaidade e sua sede de poder valem mais que o bem coletivo. É a isso que me oponho de forma convicta, porém respeitosa e civilizada”, afirmou.
A crise no PSD se tornou pública após uma coletiva de João Rodrigues, ao lado de Eron Giordani, na última sexta-feira (13), em que foi anunciada a abertura de um processo de expulsão de Topázio. O apoio do prefeito de Florianópolis a Jorginho, em oposição à candidatura do próprio partido, gerou atrito entre as lideranças do PSD.
O prefeito rebatou o rótulo de “traidor“, argumentando que sua parceria com o PL nasceu em sua campanha de 2024 e sempre foi de conhecimento das lideranças nacionais, como Gilberto Kassab, de quem afirma ter recebido “compreensão e respaldo“. Ele também cita o apoio dado pelo presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD).
*Com informações da ND+ e da NSC.


