O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL), o “Marquinho”, teria pedido R$ 20 mil da E3 Eventos LTDA, empresa que venceu a licitação para a realização do Carnaval 2023 no município, apontam mensagens trocadas entre os investigados na operação “Pão e Circo”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e Polícia Civil para investigar supostas irregularidades na contratação de artistas para shows em festas de 18 municípios em Santa Catarina.
Marquinho foi afastado das funções de prefeito na manhã de terça-feira (7), por ordem judicial. A operação do Gaeco cumpriu mandados na Prefeitura de Governador Celso Ramos, na Câmara de Vereadores, na casa de Marquinho e na casa do vereador Pedro Augusto (Republicanos). Com o afastamento de Marquinho, o município passará a ser conduzido pelo vice-prefeito Aldir Dourival Rosa (conhecido como “Di”), até o desfecho do caso na Justiça.
As mensagens
Áudio localizado no celular do vereador de Indaial Carlos Eduardo Cunha, o Dudu Cunha (MDB), relata que Marquinho teria pedido R$ 20 mil no processo licitatório que definiu a empresa de eventos que faria o carnaval naquele ano na cidade gancheira. “O prefeito quer 💰💰💰💰”, diz uma mensagem sobre o assunto trocada com outro investigado.
Segundo o MPSC, Dudu Cunha “exercia papel estratégico ao manter contato direto com servidores da prefeitura, incumbindo-se de articular, junto à Administração Municipal” a vitória das empresas do grupo, numa “parceria comercial de longa data” com Eder Coelho, da E3 Eventos, “sempre com o mesmo objetivo ilícito: fraudar o caráter competitivo das licitações públicas”.
Noutra mensagem encontrada no celular de Dudu Cunha sobre a negociação para a E3 Eventos fazer o Carnaval 2023 em Governador Celso Ramos, conduzida por ele com o secretário de Administração e com o prefeito, o valor do contrato subiu de R$ 250 mil para R$ 270 mil, e Dudu explicou o motivo ao parceiro: “Ele quer 20. Home Mestre”. Veja aqui a Ata de Registro de Preços citada na investigação.
Ainda conforme a investigação do Ministério Público, depois de um encontro na sede da Prefeitura de Governador Celso Ramos, Dudu Cunha enviou a Eder Coelho uma foto do interior do prédio informando que o então prefeito “queria dinheiro”, registro que o MPSC aponta como algo que deixa “explícita a exigência de vantagem indevida para viabilizar o certame”.
Com informações do Jornal Razão.



