ANP diz que greve de petroleiros não afeta abastecimento

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Pedro Peduzzi – Agência Brasil

O superintendente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Aurélio Amaral, disse, nesta sexta-feira, não ter recebido, até o momento, informação sobre interrupção de abastecimento de combustíveis devido à greve dos petroleiros. Segundo ele, os problemas identificados têm sido pontuais e compensados por meio de um plano de contingência que prevê, por exemplo, autorizações de contratações especiais de distribuidoras, além da busca por polos de abastecimentos alternativos.

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“Por hora não temos notícia de interrupção no abastecimento ou no suprimento de combustíveis. As distribuidoras continuam retirando seu produto e têm seus estoques operacionais”, disse Amaral à Agência Brasil. “Na Bahia tivemos um ou outro problema em função da característica do fornecimento de uma base, por via rodoviária, onde houve de piquetes”, disse Amaral.

De acordo com o superintendente, nesse caso chegou a haver interrupção do fornecimento, mas não houve desabastecimento. “Eles [os petroleiros] fecharam o acesso, o que dificultou, mas aí buscamos outro polo. É um custo maior ou uma distância maior, mas, por hora, o plano de contingência vem funcionando a contento”, acrescentou.

“Estamos sempre monitorando e montando planos de contingência, vendo as consequências, a produção das refinarias e as retiradas de distribuidoras. A situação é de certa normalidade. Enquanto as refinarias estiverem produzindo, é vida normal que seque. Enquanto tiver [refinaria] produzindo, se tem fornecimento”, acrescentou.

Amaral explicou que a ANP não qualquer ingerência sobre as negociações trabalhistas envolvendo a Petrobras e os petroleiros. “O que nos cabe é adotar ações para manter abastecimento na normalidade. O acompanhamento da agência é no sentido de solicitar medidas para mitigar os efeitos da greve, e nossa preocupação é garantir o abastecimento”, explicou.

O Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, também comentou o assunto. “Essa conversa está restrita à Petrobras e ao sindicato. Óbvio que o ministério está monitorando, bem como a ANP, com a atenção que o assunto merece. Não temos nenhuma sinalização de risco de desabastecimento. Com relação à produção, há efetivamente uma queda na produção nas plataformas, de 12% a 15%.”, disse Braga

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