Após acordo, Proactiva voltará a coletar lixo nesta sexta-feira

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A Proactiva voltará a fazer a coleta de lixo em Biguaçu a partir desta sexta-feira, informou, agora há pouco, a assessoria da Prefeitura. O prefeito Ramon Wollinger (PSD) e diretores da empresa passaram o fim de tarde em reunião e chegaram a um consenso para o retorno dos trabalhos. Na data de ontem, ambas as partes também tiveram rodada de negociação. O contrato foi renovado por 180 dias, sem acréscimo de valor para o município.

O prefeito disse, ao Biguá News, que avalia como positivo o acordo firmado, pois além de possibilitar a volta imediata da prestação de serviços, ainda gerou retorno financeiro. “Além de renovar sem reajuste de preços, nós conseguimos mostrar que estamos fazendo as coisas com transparência. Os recursos que a empresa deixou de pagar estão sendo discutidos, mas em nenhum momento fugimos de nossa responsabilidade de cobrar”.

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Para se chegar à conciliação, a Proactiva concordou em pagar um montante da dívida de R$ 1,083 milhão junto ao erário municipal, renegociou uma parte e ingressou com processos administrativos em outra quantia. Por conta disso, conseguiu obter a certidão negativa de débitos para aditar o contato por seis meses.

Nesse período, o município lançará uma nova licitação para contratar empresa de prestação de serviços visando a coleta de lixo, com valores ainda a serem estudados. A Proactiva poderá – ou não – participar do certame, conforme sua própria decisão e se estiver adimplente.

Biguaçu produz cerca de 50 toneladas de lixo por dia. (Foto: Samira Zampieron Alves – Biguá News)

A coleta dos resíduos estava prejudicada desde o último sábado, dia 31 de dezembro, quando a empresa deixou o município desamparado devido ao término do contrato – que não fora renovado em tempo hábil justamente por causa da inadimplência com impostos e taxas municipais. Além disso, a Proactiva queria aumentar o valor do contrato em mais de 20% – o que foi prontamente rechaçado pelo prefeito, devido à crise financeira ora instalada em todo o país. A prestadora de serviço queria aumentar de R$ 145 por tonelada para R$ 182.

A Prefeitura organizou uma equipe com quatro caminhões da Secretaria de Obras para fazer o serviço, mas o lixo se acumulou, visto que a quantidade de veículos era insuficiente para atender toda a demanda da cidade de 65 mil habitantes, e o pessoal que estava fazendo a recolha não era especializado nisso.

Atualizada às 20h19

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