O MDB oficializou, nesta segunda-feira (26), a saída do governo Jorginho Mello (PL) e orientou a devolução de todos os cargos ocupados por filiados na administração estadual. A decisão, confirmada durante reunião no Hotel Castelmar, em Florianópolis, marca a reviravolta no cenário político catarinense para as eleições de 2026.
A legenda, que até então integrava a base do governo e comandava três secretarias estaduais, optou pelo rompimento após ser preterida na formação da chapa majoritária, que terá o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice-governador. O movimento de Mello frustrou setores do MDB que defendiam a indicação do deputado federal Carlos Chiodini para a vaga.
Durante o encontro, lideranças do MDB ressaltaram que o partido irá trabalhar com independência e já abriu conversas com outras legendas, sem compromisso prévio de aliança. Carlos Chiodini colocou o nome à disposição para disputar o governo, mas ressaltou que a decisão final será tomada após ouvir as bases, prefeitos, vereadores e a militância em reuniões regionais previstas para fevereiro.
O ambiente na reunião refletiu um clima de insatisfação interna com o governo Jorginho Mello, especialmente após acordos anteriores indicarem a possibilidade de o MDB compor a chapa majoritária. A ausência do deputado estadual Antídio Lunelli, que tentou ser candidato ao governo pelo partido em 2022, também acendeu a necessidade de unidade interna para consolidar o novo projeto.
Agora, com o afastamento do governo, o MDB busca protagonismo e independência para construir um projeto próprio para as eleições de 2026 em Santa Catarina. O partido aposta na escuta das bases e na articulação com outros grupos políticos para definir os próximos passos e tentar retomar o espaço perdido no cenário estadual.
A informação foi publicada originalmente no Jornal Razão.

