Associação de Caminhoneiros pede que motoristas liberem rodovias após anúncio de Forças Armadas

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O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, emitiu nota, no fim da tarde desta sexta-feira (25), solicitando que os motoristas retirem as interdições nas rodovias, devido ao pronunciamento do presidente da República, Michel Temer (MDB), de que Forças Armadas serão enviadas para encerrar o manifesto. Ele mostrou preocupação com a segurança dos caminhoneiros.

Confira a nota na íntegra:

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Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.

Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.

Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM

Confira a nota no site oficial da entidade clicando aqui.

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