Bancários discutem em Florianópolis o reforço da greve

Publicidade

Os bancários da Grande Florianópolis foram convocados pelo sindicato da categoria para se reunirem, nesta segunda-feira, na capital, e debaterem estratégias de reforço à greve que está em curso desde o dia 6 de setembro.

Os grevistas alegam que as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não evoluíram e, por isso, é momento de aumentar o movimento grevista.

Continua após a publicidade

“Após seis rodadas de negociação chegamos a um impasse e para enfrentar os banqueiros que querem nos derrotar, mais bancários precisam estar na luta diária, a partir de agora precisamos fortalecer ainda mais a greve e criar fatos novos. Por isso, estamos convocando uma assembleia para que a categoria possa junto com a direção do sindicato criar alternativas que aumentem o impacto da greve sobre os banqueiros”, diz a nota do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (Seeb).

O Seeb programou manifestações na Praça XV de Novembro, em Florianópolis, durante toda a segunda-feira. “E no final da tarde lotar o auditório da Igreja Livre em Jesus, Rua Padre Miguelinho n 96, centro da capital, a partir das 17 horas para juntos organizarmos os rumos da greve em nossa base”, convoca o sindicato.

A greve nacional dos bancários, que entrará na terceira semana, foi aprovada por 140 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT e fechou agências em todo o país. Em Biguaçu, bancos também estão fechados, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e o Bradesco.

A paralisação é por reajuste salarial, benefícios e contra demissões. A categoria reivindica aumento real de 5%, mais a reposição da inflação, de 9,31%.  A Febraban oferece reajuste de 6,5% nos salários e benefícios, além de abono de R$ 3 mil, a ser pago de uma vez. “Somados, o abono e o reajuste representarão ganho superior à inflação na remuneração do ano da grande maioria dos funcionários do sistema bancário”, diz, em nota.

Enquanto persistir o impasse entre os bancos e seus trabalhadores, os usuários do sistema bancário podem efetuar pagamentos de contas em caixas eletrônicos, internet banking, casas lotéricas ou cooperativas de crédito.

Demissões

Os bancários protestam também contra o fechamento de postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, foram demitidos sete mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do sindicato.

Em todo o país, cerca de 500 mil funcionários atuam no setor, que obteve lucro líquido de R$ 30 bilhões em seis meses, conforme estimativa do sindicato, que leva em conta o faturamento dos cinco maiores bancos do país.

Publicidade