Bancos renegociam mais de R$ 1 milhão em dívidas no mutirão em Florianópolis

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Assessoria

Os bancos públicos e privados que participaram do 1º Mutirão de Recuperação de Crédito – ação inédita realizada pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Defesa do Consumidor – realizaram cerca de 1.500 atendimentos a inadimplentes e negociaram mais de R$ 1,02 milhão. Das quatro instituições bancárias participantes, Caixa Econômica Federal (CEF), Santander, Bradesco e Banco do Brasil (BB), apenas este último não divulgou os valores negociados.

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A CEF foi o banco que apresentou os maiores resultados. Em seu estande no mutirão, foram efetuados 653 atendimentos e um total de R$ 710 mil em valores negociados. E, embora o volume de acordos firmados não tenha sido informado, teve uma pessoa jurídica que nesta sexta-feira (20) surpreendeu ao quitar dívida de R$ 120 mil.

“O mutirão foi excelente, excelente, excelente, porque, com a intermediação do Procon (vinculado à Secretaria de Defesa do Consumidor de Florianópolis), as pessoas se sentiram confiantes para negociar suas dívidas”, comemorou o gestor de Recuperação de Crédito da CEF, Orlando Elpo Filho. Segundo ele, foram atendidos não só clientes do banco residentes na Grande Florianópolis quanto de outros Estados brasileiros, sendo que os casos de inadimplência atendidos resultaram, principalmente, de problemas no pagamento do cartão de crédito, do cheque especial e de empréstimos.

O Banco do Brasil realizou cerca de 330 atendimentos sendo que, curiosamente, 45% deles correspondiam a dívidas contraídas por clientes, hoje residentes na região, quando ainda moravam fora de Santa Catarina. Principalmente, no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “Gente, inclusive, que saiu ‘fugida’ do sertão baiano por causa da seca”, relatou o supervisor de atendimento do estande do banco no mutirão, Carlos Brum.

Muitos que procuraram o Banco do Brasil foram encaminhados para a agência de cobrança terceirizada pelo banco para cuidar de dívidas com mais de seis meses, dependendo do caso.

Bancos privados

O Santander realizou 284 atendimentos e fechou 82 acordos – os quais foram firmados em contrato no próprio estande do banco no mutirão – no valor de R$ 192,5 mil. De acordo com o gerente geral João do Carmo de Barros, na maioria dos atendimentos foram prestados esclarecimentos. “Foi bem bacana”, testemunhou ele, relatando que o cartão e o cheque especial foram os principais responsáveis pelo endividamento de quem procurou o Santander no evento.

De acordo com o gestor do Grupo Gestão de Ativos do Bradesco, Bruno de Medeiros, o banco realizou no mutirão 247 atendimentos, os quais resultaram em 90 acordos, 65 deles formalizados em contratos firmados na agência da Praça XV de Novembro, no valor de R$ 97.568,68, e outros 25 acertados pelo telefone pelas centrais de atendimento, os quais somam em torno de R$ 20 mil, que totalizaram aproximadamente R$ 118 mil.

Segundo Medeiros, a previsão é a de que outros acordos venham a ser selados em virtude dos atendimentos que, aliás, superaram em cerca de 65% as expectativas de público, enquanto o montante negociado esteve dentro do esperado. “Participar do mutirão foi muito bom tanto para os clientes quanto para o banco, que teve a oportunidade de recuperar o crédito”, avalizou o funcionário, que aproveitou para sugerir que iniciativa idêntica seja incentivada nas cidades vizinhas.

Ainda conforme o Bradesco, a maioria dos casos de inadimplência atendidos decorreu de problemas em pagar o cartão de crédito, o cheque especial e empréstimos obtidos. E vale destacar que o banco, além de renegociar dívidas de seus devedores, intermediou a resolução de problemas do tipo junto às lojas que utilizam o cartão de crédito do Bradesco para pagamento.

Demais parceiros

A Celesc realizou 334 atendimentos. Eles culminaram em 101 parcelamentos no valor de R$ 269.659,94.

A Casan e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis ficaram de divulgar os seus balanços na semana que vem.

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