Guilherme Sabino Neto, morador do bairro Rio Caveiras, em Biguaçu, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Biguaçu pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e posse de arma de fogo, durante julgamento realizado na quinta-feira (4). O conselho de sentença o considerou culpado por ter matado Rodrigo Fortes com dois tiros no peito, no dia 8 de abril de 2025, na avenida Papemborg, bairro Areais de Baixo, em Governador Celso Ramos.
A juíza substituta da Vara Criminal da comarca, Patrícia Solino dos Santos, sentenciou a pena em 22 anos, quatro meses e 24 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e a pagar 14 dias-multa, cada qual equivalente a 1/30 um trigésimo do salário mínimo vigente à época do fato. Foi negado ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinado a imediata execução da pena imposta, independentemente do trânsito em julgado (conforme precedente estabelecido pelo STF).
O crime
Conforme denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com base em inquérito da Polícia Civil, naquele dia 8 de abril, no início do período noturno, Guilherme, utilizando-se de um revólver calibre .38, efetuou dois disparos contra o tronco de Rodrigo, resultando nas lesões corporais as quais foram a causa da sua morte.
Logo após o crime, policiais apreenderam na casa de Guilherme o revólver marca Taurus usado no homicídio, além de nove cartuchos do mesmo calibre. Ele acabou preso em flagrante pelo crime.
De acordo com o MPSC, a motivação do crime foi torpe, pois o denunciado matou a vítima porque ela não pagou uma compra de drogas feita meses antes. O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que Rodrigo foi surpreendido por Guilherme enquanto caminhava pela via pública, sem que esperasse pela agressão.
Na mensuração da pena, a magistrada lembrou que o réu já possuía quatro condenações anteriores por crimes diversos e que cometeu o homicídio enquanto estava em cumprimento de liberdade condicional
A sentença consta dos autos n. 5003559-39.2025.8.24.0007 disponíveis no portal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.


