BNDES vai antecipar devolução de R$ 50 bilhões ao Tesouro Nacional

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai antecipar o resgate (devolução) ao Tesouro Nacional de R$ 50 bilhões. O pagamento da primeira parcela, no valor de R$ 33 bi, será feito na próxima semana e, a segunda, de R$ 17 bi, em outubro.

A informação foi dada ontem (21) pelo diretor da Área Financeira e Internacional do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, na abertura da sessão especial do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).

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“Estamos resgatando antecipadamente”, confirmou Thadeu de Freitas. Ele explicou que o BNDES tem um contrato longo com o Tesouro, que está resgatando “dentro do que foi acertado”. Segundo o diretor, há espaço para que o banco efetue esse resgate. “Não vejo motivo nenhum para não fazê-lo”.

A intenção do governo federal para que o BNDES devolva R$ 130 bi ao Tesouro ainda está sendo negociada, segundo Thadeu de Freitas. “O resgate antecipado para 2018 está sendo discutido com o Tesouro e, provavelmente, vão chegar, ao longo do tempo, a números”.

Thadeu de Freitas disse que para ter capacidade de emprestar e devolver recursos ao Tesouro, inclusive, o BNDES terá que buscar recursos que lhe permitam concorrer no mercado de capitais a um custo menor. “O BNDES quer ter um ‘funding’ que permita a ele ser competitivo no longo (prazo), mas não pode ter um ‘funding’ caro que não possa emprestar”.

O BNDES, segundo o diretor, vai procurar fontes alternativas de captação de recursos via bônus externos, principalmente, a um custo mais barato.

Repasses

De acordo com informação do BNDES, o saldo atual de repasses do Tesouro ao banco é de R$ 452,6 bi. Em 2015, o BNDES pagou antecipadamente ao Tesouro R$ 15 bi; em janeiro de 2016, foram pagos R$ 13 bi e, em dezembro do ano passado, foi efetuado o resgate de R$ 100 bi.

Calote

Thadeu de Freitas descartou a possibilidade de o BNDES sofrer calote do governo da Venezuela por empréstimos feitos na área de infraestrutura, porque “o banco só opera na área externa com o Fundo Garantidor de Crédito. Ele tem todas as garantias do fundo e tem garantias que ele pega também”. Não há risco de calotes ou possíveis calotes, assegurou. “O banco tem uma capacidade enorme de pegar garantias”. Para o banco, isso não é preocupante, acrescentou. O Tesouro Nacional é o fiador do Fundo Garantidor de Crédito.

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