Brasileiros se destacam na abertura do QS6.000 na praia do Santinho

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Os brasileiros fizeram as honras da casa e se destacaram no primeiro dia do QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC, iniciado às 11h30 da terça-feira de céu nublado, mas com boas ondas de 2 a 3 pés na praia do Santinho, no extremo norte da Ilha de Santa Catarina. Eles venceram metade das dezesseis baterias disputadas, com o catarinense Willian Cardoso e o capixaba Krystian Kymerson fazendo os recordes do dia.

Do total de 144 participantes de 24 países, 64 representantes de dezoito nações competiram na terça-feira e só na sétima bateria o sul-africano Dylan Lightfoot conseguiu acabar com a invencibilidade do Brasil na etapa apresentada pelo Costão do Santinho Resort, que abre a “perna brasileira” da WSL South America em Florianópolis.

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“O campeonato demorou para começar, o que foi bom para mim descansar um pouco porque tinha surfado bem cedo já e é muito bom começar um evento com o pé direito”, disse Willian Cardoso, recordista absoluto da terça-feira com nota 9,37 e 17,17 pontos de 20 possíveis. “Fazia muito tempo que eu não entrava na primeira fase e estava um pouco nervoso, mas tem altas ondas lá dentro, o mar tá irado e estou muito feliz pela minha atuação. Eu procurei pegar as ondas com mais buraco e fazer as manobras certas nos momentos certos. Meu filho está prestes a nascer, é um momento único na minha vida, então isso me dá mais força pra continuar lutando pelo meu objetivo”.

A maior nota da terça-feira saiu na quarta bateria do dia, numa esquerda que Willian Cardoso conseguiu encaixar duas manobras explosivas de backside com bastante pressão sem perder velocidade. O catarinense já havia surfado bem uma direita que valeu nota 8,33 e ainda pegou outra para receber 8,40 e aumentar o maior placar do Red Nose Pro Florianópolis SC para 17,17 pontos. Ele não deu qualquer chance para o francês Tristan Guilbaud, o norte-americano Colt Ward e o havaiano Seth Moniz, com os dois últimos sendo eliminados da competição.

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Willian Cardoso registra 17.17 pontos em 20 possíveis. Foto: © WSL / Smorigo

Quem chegou mais perto dessa marca foi o capixaba Krystian Kymerson, que usou as manobras aéreas nas direitas do Santinho para totalizar 17,00 pontos no oitavo confronto do dia. O voo mais incrível foi o aéreo full rotation de backside sem as mãos na prancha que arrancou nota 9,17 dos juízes. Na disputa pela segunda vaga, o carioca Jeronimo Vargas completou a segunda dobradinha brasileira da terça-feira, dessa vez sobre dois surfistas da França, Andy Criére e Nelson Cloarec.

“Estou muito feliz por começar bem nesse primeiro QS do Brasil. A bateria foi difícil, bem disputada, mas consegui achar duas ondas muito boas e tomara que o mar continue assim, com esse vento nordeste que está muito bom para os aéreos nas direitas”, disse Krystian Kymerson, que descreveu a manobra que valeu a segunda maior nota do dia, 9,17. “Foi um aéreo full rotation de backside. É uma manobra que eu gosto muito de fazer, treino sempre ela e Graças a Deus veio a onda certa pra acertar um na veia ali”.

Apesar desta derrota dupla, três franceses já haviam se classificado em segundo lugar nas suas baterias, para enfrentar os principais cabeças de chave do Red Nose Pro Florianópolis SC, os irmãos Nomme e Diego Mignot, além de Tristan Guilbaud na disputa vencida pelo recordista Willlian Cardoso. O primeiro a triunfar foi Nomme Mignot, no confronto que abriu a etapa do QS 6000 apresentada pelo Costão do Santinho Resort Spa & Golf. O campeonato começou com vitória catarinense de Caetano Vargas e Nomme ganhou a briga pela segunda vaga do havaiano Ian Gentil e do vencedor da triagem dos surfistas locais do Santinho, Marlon Klein.

“As ondas estão bem divertidas, mas a primeira bateria é sempre um stress, então foi legal avançar para a próxima fase”, disse Nomme Mignot, que já conhecia Florianópolis, mas não a Praia do Santinho. “Estou muito contente por estar de volta ao Brasil. Essa é a segunda vez que eu venho competir aqui e de novo em Floripa, onde estive em 2013 participando do Mundial Pro Junior na Praia da Joaquina. Eu acabei de chegar da Califórnia e também gostei aqui da Praia do Santinho, então estou feliz pela classificação porque vou continuar competindo”.

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Dylan Lightfoot acaba com a invencibilidade brasileira. Foto: © WSL / Smorigo

O irmão de Nomme, Diego Mignot, também avançou em segundo na segunda bateria, vencida pelo paulista Robson Santos, que defende a liderança no ranking sul-americano da WSL South America no Red Nose Pro Florianópolis SC. Os brasileiros continuaram vencendo as disputas seguintes, com o baiano Franklin Serpa saindo do mar em primeiro lugar na terceira bateria, Willian Cardoso na quarta, a quinta terminou com dobradinha verde-amarela dos paulistas Thiago Guimarães e Hizunomê Bettero e na seguinte o paraibano Raphael Seixas derrotou três surfistas de outros países, com o uruguaio Marco Giorgi passando em segundo nessa.

FIM DA INVENCIBILIDADE – A série invicta do Brasil só foi interrompida na sétima bateria, que terminou com vitória do sul-africano Dylan Lightfoot e o havaiano Kiron Jabour ficando com a segunda vaga. O catarinense Cainã Barletta acabou eliminado junto com o francês Jorgann Couzinet, da Ilha Reunião. Lightfoot foi o primeiro surfista da África do Sul a passar para a segunda rodada do Red Nose Pro Florianópolis SC, assim como Kiron Jabour conquistou a primeira classificação do Havaí para enfrentar os cabeças de chave que começam a estrear nesta quarta-feira na Praia do Santinho.

“Tem ondas quebrando na praia inteira, então não entrei procurando surfar esquerdas ou direitas, só me preocupei em estar pronto para pegar qualquer uma que aparecesse para mim”, disse Dylan Lightfoot. “As direitas estavam mais em pé e abrindo muito para fazer várias manobras, então eu sabia que se conseguisse uma série de três pauladas, a nota iria sair no critério excelente. Eu estava um pouco nervoso porque vim lá da África do Sul, de uma longa viagem de mais de 12 horas, então eu não queria perder logo de cara. Agora estou me sentindo bem melhor e com boas expectativas para as próximas fases”.

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Garrett Parkers decola na praia do Santinho durante a primeira fase. Foto: © WSL / Smorigo

O havaiano Kiron Jabour, que é filho de um surfista brasileiro das antigas, o carioca João Mauricio Jabour, também ficou feliz pela classificação: “Ainda estou tentando entender direito essas ondas aqui do Santinho. Eu caí em algumas, mas estou amarradão porque fiz o suficiente para avançar. Eu gostei bastante dessa praia, é muito bonita e foi legal ter passado minha primeira bateria aqui. Eu estive em Floripa no ano passado participando do QS lá na Praia da Joaquina e estou muito feliz por estar de volta aqui”.

MELHOR BATERIA – As disputas prosseguiram até o fim do dia e uma das melhores baterias foi vencida pelo australiano Garrett Parkes com um verdadeiro show de aéreos dos quatro competidores. A batalha pela segunda vaga foi intensa e o taitiano Mihimana Braye acabou levando a melhor sobre os dois brasileiros que participaram deste 13.o dos 16 confrontos realizados na terça-feira. Mesmo com a maior nota, 9,17, o catarinense Yago Dora ficou em último, atrás ainda do paulista Phillippe Chagas, que totalizou 15,16 pontos, contra 15,67 de Parkes e 15,20 de Braye.

“Eu estava me sentindo muito bem para a bateria porque tinha feito um free-surf antes e as ondas estavam bem parecidas”, disse Garrett Parkes. “Foi legal ter vencido essa bateria, mas o início foi bem louco. Eu fiz uns aéreos bons e em seguida o Phillippe (Chagas) acertou um backflip na minha frente. Aí pensei que logo na minha bateria os caras iam ficar acertando backflips, então tive que fazer o meu melhor pra tirar boas notas. Todo mundo tava dando aéreos e acho que o vento (Nordeste) ajudou para isso, então era a manobra certa para as condições. Estou feliz que deu tudo certo para mim e espero que continue assim (risos)”.

A informação é da assessoria.

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