O deputado estadual Camilo Martins (PL) ganha força nos bastidores e desponta como um dos principais favoritos na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Reeleito para um novo mandato, o parlamentar vem articulando apoios para chegar ao comando do Legislativo estadual, em um movimento que envolve disputas internas no PL e a participação de lideranças políticas de diferentes correntes ideológicas.
Segundo informações publicadas pelo portal Santa Catarina em Pauta, a articulação de Camilo conta com o apoio de um grupo de deputados liberais e teria a influência do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e da deputada federal Júlia Zanatta (PL).
O movimento também tem como pano de fundo a resistência de Carlos Bolsonaro à possibilidade de a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) assumir a presidência da Assembleia. Reeleita com 387.523 votos, a parlamentar obteve a maior votação da história para o cargo no estado.
Articulação amplia espaço para Camilo
De acordo com a publicação, entre os parlamentares que integram o grupo favorável a Camilo estão Bruno Souza, Jessé Lopes, Oscar Gutz, Marcius Machado, Marcos da Rosa e Guilherme Colombo, marido da deputada federal Júlia Zanatta e eleito para seu primeiro mandato na Assembleia.
A articulação busca consolidar uma base de apoio capaz de viabilizar a eleição de Camilo à presidência. Um dos fatores que podem favorecer o deputado é a possibilidade de atrair parlamentares de partidos de esquerda, que, segundo os relatos citados pelo portal, não teriam interesse em ver Ana Campagnolo no comando do Legislativo.
Se essa aproximação se confirmar, Camilo poderá construir uma aliança que ultrapassa as fronteiras partidárias, reunindo deputados do PL e representantes de outras correntes políticas em torno de um objetivo comum.
Ana Campagnolo também tem aliados no PL
Apesar do avanço da articulação em torno de Camilo, Ana Campagnolo mantém apoio dentro da própria bancada liberal.
Conforme as informações divulgadas, os deputados Carlos Humberto Silva, Juliana Maciel, Chica do Eskudlark, Willian Tonezi, Edilson Massocco e Leandro Sorgatto estariam alinhados à candidatura da parlamentar.
O deputado Ulisses Gabriel também é apontado como possível aliado de Campagnolo, enquanto Maurício Peixer ainda não teria definido seu posicionamento.
A divisão evidencia que a disputa pela presidência da Alesc não se resume à escolha de um nome para comandar os trabalhos legislativos. O processo também envolve a correlação de forças dentro do PL, as alianças entre bancadas e a influência de lideranças políticas sobre a composição da futura Mesa Diretora.
Votação histórica entra no centro da disputa
O desempenho eleitoral de Ana Campagnolo é um dos elementos que pesam no cenário. Com 387.523 votos, a deputada consolidou uma posição de destaque no PL catarinense e ampliou seu capital político para a próxima legislatura.
Nos bastidores, a avaliação atribuída ao grupo contrário à sua ascensão à presidência é de que o resultado expressivo nas urnas, somado ao poder institucional do cargo, poderia ampliar ainda mais sua influência política.
Nesse contexto, Camilo Martins aparece como uma alternativa capaz de reunir apoios suficientes para disputar o comando da Assembleia, especialmente se conseguir consolidar a aproximação com deputados de diferentes partidos.
A definição, porém, dependerá da capacidade de cada grupo de transformar as articulações em votos no plenário. Até lá, a disputa promete movimentar os bastidores da política catarinense e expor as divergências internas do PL.

