Centrais, empresários e entidades civis lançam proposta para retomar crescimento

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Agência Brasil

As seis centrais sindicais do Brasil associadas com entidades empresariais e representantes da sociedade civil lançaram, nesta quinta-feira hoje (3), em São Paulo, um documento propondo diretrizes para a retomada do crescimento econômico. O texto, chamado de “Compromisso pelo Desenvolvimento”, a ser entregue à presidente Dilma Rousseff, no dia 9 de dezembro, reúne conjunto de medidas para alavancar a economia do país.

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Entre as ações propostas estão medidas para estimular a geração de empregos, maior oferta de crédito para consumo e capital de giro para as empresas retomarem os níveis de produção, especialmente no setor da construção civil. O texto pede, ainda, a manutenção dos investimentos na cadeia produtiva da Petrobras e agilidade nos acordos de leniência com 29 empresas impedidas de exercer suas atividades devido às investigações da Operação Lava Jato.

As centrais sindicais defendem que a corrupção seja investigada e combatida, mas sem que as atividades das empresas investigadas sejam paralisadas. Pedem ainda que as obras paradas sejam retomadas, com a manutenção dos empregos e da segurança jurídica dessas empresas.

O representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Francisco Mazinho, disse que não se pode virar s costas para a realidade do país com perda de empregos e estagnação de alguns setores. “A construção, por exemplo, é a mola propulsora da economia. Há duas atividades primordiais para o crescimento de um país, que são a agricultura e a construção civil. É difícil vermos situações como a deste momento”. Ele destacou a necessidade de parceria entre sindicatos e empresariado.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, destacou o setor de confecção, que emprega diretamente mais de 1,6 milhões de pessoas. “Neste momento, não podemos compactuar e aceitar o que está acontecendo. O item número um é a confiança de que seremos capazes de construir um país justo, digno e industrializado. Não podemos dar como perdido o ano de 2016”.

Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, classificou a data de hoje como histórica, porque representa um pacto entre os trabalhadores e empresários, para acabar com a instabilidade do governo. “É preciso que apresentemos a solução. Temos que dar um basta na dívida pública e fazer uma auditoria. Temos que mostrar ao governo a necessidade de empenho da iniciativa pública e privada para a retomada do desenvolvimento.”

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