Defesa Civil alerta para risco de alagamentos em cidades de SC

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A chuva contínua das últimas 72 horas causou estragos em alguns municípios de Santa Catarina. Em 31 cidades foram registradas ocorrências como deslizamentos, alagamentos, inundações e quedas de árvores. A atenção da Defesa Civil segue voltada para Joaçaba, no Meio-Oeste, Rio do Sul, Taió e Rio do Oeste, no Alto Vale do Itajaí, onde o nível dos rios estão altos. Cinco abrigos foram abertos preventivamente em Rio do Sul e um em Rio do Oeste.

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Conforme a previsão da Epagri/Ciram, nesta segunda-feira, 29, ocorrem períodos sem chuva no Estado, no entanto, o solo permanece encharcado, com risco de deslizamentos. Na noite de terça e na quarta-feira, a chuva se intensifica, com possibilidade de temporal isolado e acumulado médio de 10mm a 30mm no Estado.

Na quarta-feira, no Oeste e Meio-Oeste, deve chover de 30mm a 50mm. Do Planalto ao Litoral, a média é de 60mm a 80mm com pontuais maiores, especialmente no Litoral e Vale do Itajaí.

A meteorologista da Epagri/Ciram, Laura Rodrigues, informou que a chuva continua nesta semana, com volumes mais altos entre terça e quarta-feira. A condição se dá devido a áreas de baixa pressão que atuam no Estado. A temperatura diminui na sexta e no fim de semana, mas sem frio intenso. “Há melhora no tempo, com sol entre sexta e sábado. O mês de maio termina com chuva e essa condição segue na primeira quinzena de junho”, disse.

A Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina mantém as equipes em alerta devido à influência do avanço da frente fria. Pode haver registro de ocorrências por conta de chuva, granizo e vendaval. Os coordenadores regionais da Defesa Civil SC também acompanham a situação e pedem atenção dos municípios. O Grupo de Ações Coordenadas (Grac) pode ser acionado em caso de necessidade, assim como os fornecedores de itens de assistência humanitária.

Para mais informações sobre o tempo e alertas, siga as redes sociais da Epagri/Ciram e Defesa Civil SC.

Recomendações da Defesa Civil SC:

Alagamentos/Inundações: evitar o contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.

Enxurradas: Não fique próximo às margens de rios e ribeirões, principalmente em regiões de relevo acentuado, montanhoso e pequenos vales, pois muitas vezes há temporais intensos sobre os topos e cabeceiras, gerando repentinamente grande quantidade de água num curto espaço de tempo. Este tipo de evento adverso apresenta grande poder destrutivo, podendo arrastar veículos, pessoas, animais e mobílias por vários quilômetros. A força das águas pode ainda provocar o rolamento de blocos de pedras, arrancar árvores, destruir edificações e causar deslizamentos de terra nas margens.

Tempestades com descargas elétricas (raios) e ventos fortes: Proteja-se em local abrigado, longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados. Se não encontrar um abrigo, agache-se com os pés juntos, com a cabeça encostada em seu peito ou entre os joelhos e as mãos cobrindo suas orelhas ou apoiadas em seus joelhos. Se estiver na praia, jamais fique na água. Não olhe para o raio. Se estiver em casa ou qualquer outro local abrigado, desligue os aparelhos eletrônicos, não use o telefone, fique longe das janelas e lembre-se, o banheiro em alvenaria é o melhor local durante uma tempestade.

Deslizamentos de terra: deve ser observado qualquer movimento de terra ou rochas próximo a residências, inclinação de postes e árvores e rachaduras em muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros 193.

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