Deputados debatem sistema de progressão de carreiras da PM de Santa Catarina

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Críticas ao sistema de progressão de carreira na Polícia Militar e a necessidade de investimentos no setor de agricultura do Estado marcaram a sessão da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Na reunião realizada na manhã desta quinta-feira (22), os parlamentares cobraram definições do comando da corporação e do governo catarinense sobre os dois temas.

O deputado Kennedy Nunes (PSD) abriu o debate lembrando que o dia 5 de maio é uma data tradicionalmente esperada pelos PMs catarinenses. “É quando saem as condecorações e mudanças de patentes e promoções dos militares por atos de bravura ou tempo de serviço. Mas neste ano há uma frustração, pois 128 oficiais estão sendo promovidos e apenas 27 praças”, criticou o 2º vice-presidente da Casa.

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Na avaliação dele, os oficiais não são “a base da pirâmide” da PM. “São os praças que tocam o policiamento, mas só 27 serão promovidos”, destacou. Nunes questionou também os cursos que asseguram as promoções. Ele comentou ter sido informado que os cursos, que antes duravam nove meses de modo presencial, agora foram online e em apenas dois meses. “Os praças estão esgotados e quando se tem um comando que prefere privilegiar somente oficiais  é motivo, sim, de termos uma mudança”, afirmou.

O parlamentar propôs que a Alesc discuta o plano de carreira para os praças com “gatilhos”, como existem para os oficiais. “Não é possível mais os praças serem tão humilhados quanto está ocorrendo hoje”, comentou. O deputado Sargento Lima (PSL), em aparte, informou que já passou pelas comissões de Constituição e Justiça e Finanças e Tributação um pedido dele sobre o tema. “Falta ser aprovado na Comissão de Segurança Pública o pedido de criação de uma comissão mista para estudarmos uma proposta de plano de carreira dos praças”, relatou.

A deputada Ada de Luca (MDB) citou sua concordância com a proposta. “Isso não é de agora, faz tempo. Acho um disparate e uma injustiça. A cúpula não pensa que também desmotiva o praça. Desmotivado ele também não está nem aí para a segurança. Está trabalhado, mas vendo outros crescerem e ele não sai do lugar”, avaliou. Para exemplificar o processo, Lima contou que levou 18 anos para ser promovido.

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