Empresa americana volta a Florianópolis para discutir detalhes da Hercílio Luz

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Um representante da American Bridge voltou a Santa Catarina para discutir detalhes para obras na Ponte Hercílio Luz. O gerente de operações da empresa americana, Kenneth Farrelly, foi recebido pelo governador Raimundo Colombo na manhã desta quinta-feira, 18, na cabeceira da ponte, em Florianópolis.

No encontro, foram discutidos detalhes que precisam ser analisados a fim de se chegar a uma proposta final de restauração da estrutura. Colombo também conferiu as obras que estão sendo executadas pela Construtora Empa na sustentação inferior da ponte. O presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, e o secretário da Infraestrutura, João Carlos Ecker, acompanharam a reunião.

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“Em agosto, devemos receber da empresa americana a proposta final para, então, discutirmos o que nos foi apresentado com a sociedade. Estamos otimistas. Acredito que encontramos o caminho. Estou seguro que vamos conseguir entregar a obra com qualidade e segurança para a população”, informou o governador.

O gerente de operações Kenneth Farrelly disse que a American Bridge, mesma empresa que construiu a ponte entre 1922 e 1926, precisou enviá-lo a Santa Catarina para mais uma análise a fim de se ter uma completa noção dos trabalhos que precisam ser realizados. A companhia também tenta adequar o serviço a um cronograma e orçamento adequados sem perder em qualidade.

“O trabalho agora é identificar quais partes da ponte precisam ser realmente substituídas. O serviço é complexo. São vários elementos para analisar. O importante é identificar a sequência correta das obras para que a ponte, depois de concluída, possa durar uns cem anos. Queremos fazer essa análise dos serviços o mais rápido possível e entregar a proposta para o governo analisar. Entendemos a importância da ponte. Esta obra vai ser concluída com sucesso e dentro dos parâmetros desejados, que é um prazo rápido”, informou Farrelly.

O presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, disse que essa é mais uma etapa vencida e mostra o interesse dos engenheiros da American Bridge, que já estiveram diversas vezes na cidade para avaliar a estrutura. “O otimismo toma conta de todos nós, porque acompanhamos esse dia a dia. A empresa precisa ter segurança na apresentação da proposta com os custos totais para que seja efetuado um excelente trabalho tão aguardado por todos”.

“O Governo do Estado está negociando, e a empresa mostra um grande interesse em concluir essa obra da ponte. Nós vamos ter um resultado positivo. Vamos colocar esse patrimônio histórico à disposição do povo catarinense”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura, João Carlos Ecker.

Paralelo às negociações com a American Bridge, que pode a vir executar a segunda etapa de obras na ponte, o Governo do Estado trabalha na sustentação inferior da Hercílio Luz. O serviço emergencial é necessário para dar segurança às próximas etapas de restauração. O trabalho está sendo executado pela construtora Empa, de Minas Gerais, desde abril. O valor do investimento será de R$ 10,3 milhões, e o prazo de conclusão é outubro.

“Os engenheiros apresentaram os relatórios dos trabalhos efetuados. Percebemos que o mês foi excelente, já na metade de junho foi cumprido o cronograma estabelecido para o mês todo. A obra está andando com rapidez e eficiência. Estamos contentes com os resultados”, disse o governador.

Agostini relatou que o Governo do Estado está satisfeito com os trabalhos executados pela Empa. “É uma obra bem feita, com planejamento e organização. Vemos uma evolução no dia a dia, e o trabalho está evoluindo dentro do cronograma previsto”.

Histórico da Ponte Hercílio Luz

A Ponte Hercílio Luz foi construída na década de 1920 – entre novembro de 1922 e maio de 1926 – pelas firmas associadas Byington & Sundstrom, que viriam a se tornar a American Bridge.

A ponte foi oficialmente inaugurada em 13 de maio de 1926 e fechada para o tráfego de veículos pela primeira vez em 22 de janeiro de 1982. Em 1988, foi reaberta somente ao tráfego de pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal e, em 1991, foi novamente interditada.

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