Estado diz que a falta de vacinas em SC ocorre por falta de estoque no Ministério da Saúde

Publicidade

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (DIVE/SES/SC) emitiu nota, nesta quarta-feira, sobre a falta de vacinas em unidades da rede pública de saúde do Estado. Moradores de várias cidades catarinenses relatam dificuldades em encontrar vacinas nas unidades de saúde. A Dive/SC argumenta que as vacinas que fazem parte do calendário do Programa Nacional de Imunização são adquiridas pelo Ministério da Saúde, que distribui aos Estados e, estes, aos municípios.

“A questão do desabastecimento é nacional, e ocorre devido à indisponibilidade de estoque no Ministério da Saúde, em especial das vacinas contra a hepatite A, hepatite B, Tetraviral, que oferece proteção contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora) e varicela monovalente, que protege contra catapora”, diz a nota.

Continua após a publicidade

O Estado de Santa Catarina estaria há pelo menos dois meses sem receber nenhuma dose dessas vacinas e, além disso, nos meses anteriores, o quantitativo enviado não teria alcançado a total necessidade do Estado.

A vacina dupla adulto dT, que previne contra difteria e tétano, está sendo encaminhada esta semana pela Dive/SC para as gerências regionais de Saúde para abastecimento dos municípios. Porém, a quantidade enviada não deverá ser suficiente para a demanda do mês de janeiro.

“Nossa cota é de 60 mil doses/mês e, em dezembro, recebemos apenas a metade”, explica Luciana Amorim, chefe de Divisão de Imunização da Dive/SC. “Estamos orientando os municípios para que priorizem a imunização de pessoas que tenham sofrido algum ferimento e também as gestantes.”

Para os municípios que ainda dispõem de doses da vacina contra a hepatite B, a orientação é que seja priorizada a imunização de recém-nascidos, de pessoas que tenham sofrido acidentes com materiais perfurocortantes ou que tenham sofrido violência sexual e contatos de pessoas portadoras do vírus da hepatite B.

”O ideal é sempre a aplicação da vacina como medida de prevenção para todos os grupos, mas, nesse momento, teremos que estabelecer prioridades”, complementa Luciana. Grupos não-priorizados no momento deverão aguardar a normalização dos estoques a ser divulgado posteriormente.

Em relação à vacina tetraviral, as crianças que completarem 15 meses de idade deverão ser vacinadas com a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba), devendo aguardar o restabelecimento dos estoques da vacina tetraviral ou varicela monovalente para serem imunizadas contra a catapora.

Para a vacina contra hepatite A, as crianças deverão aguardar o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde para serem vacinadas. Para isso, orienta-se aos municípios que busquem identificar as crianças que não foram vacinadas para serem contactadas assim que os estoques sejam normalizados.

“Quanto às demais vacinas que compõem o calendário vacinal, a situação é de normalidade de estoque a nível estadual”, afirma a Dive.

As informações são da assessoria.

Publicidade