Estudante da UFSC pesquisa ambientalismo em Florianópolis

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Aluna da sexta fase de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maria Lauri Prestes da Fonseca foi bolsista Pibic durante um ano. Na tarde desta sexta-feira, dia 23 de outubro, ela apresentou, no 25º Seminário de Iniciação Científica (SIC) da UFSC, a pesquisa que desenvolveu orientada pela professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política, Lígia Helena Hahn Lüchmann.

Em seu trabalho, Lauri fez o levantamento das organizações ambientalistas de Florianópolis, qualificando a atuação e traçando o perfil das entidades. “Para mim, foi muito importante. Eu sou de origem indígena, estar em contato com o campo ambientalista me abre portas até para entender os movimentos étnicos e raciais nesse campo”, conta a estudante.

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A pesquisa de Lauri foi realizada no Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais (NPMS), que está ligado ao projeto Associativismo Civil Participação e Democracia da UFSC. O contato da estudante com o projeto começou a partir da disciplina “Prática de Pesquisa”, ofertada no curso de Ciências Sociais.

Lauri mapeou as associações ambientalistas (Foto: Daniela Caniçali)
Lauri mapeou as associações ambientalistas (Foto: Daniela Caniçali)

“Perguntei para a professora se poderia participar do Núcleo, e ela aceitou. Até que um dia me ofereceram a bolsa de pesquisa”, conta Lauri.

No NPMS, a professora Lígia Helena criou uma nova classificação para os campos associativos da capital catarinense — como sindicatos, órgãos, associações representativas, entre outros. Para a Iniciação Científica, o trabalho da estudante foi aprofundar-se na questão ambientalista.

Para desenvolver o trabalho, a jovem pesquisadora procurou as associações civis e fez a aplicação de questionários, entrevistas e levantamento de dados. De um universo de 42 associações ambientalistas listadas, somente dez estavam em funcionamento e com as informações atualizadas. Nelas, todos os presidentes eram homens, graduados e com idade média de 40 anos. As entidades que mais se relacionam com a sociedade civil militam, principalmente, para diminuir os impactos da urbanização na cidade. A Ponta do Coral é a pauta que mais é trabalhada hoje pelas associações.

Camila Geraldo – acadêmica de jornalismo da UFSC

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