Florianópolis tem cesta básica mais cara do país e salário deveria ser de R$ 5,4 mil, aponta Dieese

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De maio para junho, o valor dos itens da cesta básica de alimentos caiu em nove capitais e aumentou em outras oito. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 cidades do País. A cesta mais cara registrada foi a de Florianópolis (R$ 645,38). Para alimentar uma família de quatro pessoas com a cesta básica na capital catarinense, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 5.421,84, quase cinco vezes maior do que o piso nacional vigente.

Florianópolis é o lugar mais caro do país para encher o carrinho nos supermercados

Na sequencia, a cesta de alimentos mais cara é a de Porto Alegre (R$ 642,31), seguida por São Paulo (R$ 626,76), Rio de Janeiro (R$ 619,24) e Curitiba (R$ 618,57). Já os valores mais baixos são de Salvador (R$ 467,30) e Aracaju (R$ 470,97).

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De acordo com o levantamento, as maiores quedas foram registradas em Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%), enquanto as altas mais expressivas ocorreram em Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%).

Todas as capitais analisadas sofreram alta de preços em comparação com junho do ano passado, com porcentual variando de 11,17% (Recife) a 29,87% (Brasília). Em relação ao primeiro semestre de 2021, 10 capitais tiveram aumentos e sete, reduções.

Alimentos

Os alimentos que mais contribuíram para a redução do valor médio da cesta básica foram a batata (-17,89% ante maio), o tomate (-16,14%) e a banana (-4,19%). O quilo da batata apresentou redução em 9 das 10 capitais do Centro-Sul onde foi pesquisado, com oscilação entre -30,91% (Vitória) e -12,83% (Florianópolis). De acordo com o Dieese, a queda de preço foi motivada por maior oferta e menor demanda.

O preço da banana, com média ponderada dos tipos prata e nanica, recuou em 14 cidades pesquisadas. A variação foi de -13,24% (Belo Horizonte) e -1,44% (Rio de Janeiro). O Dieese explica que o ritmo de colheita da banana nanica diminuiu com o frio, o que reduz a intensidade da queda de preços dos meses anteriores, e a oferta da banana prata aumentou.

Os itens com maior alta em junho, por sua vez, foram o açúcar refinado (7%), a manteiga (2,87%) e o leite integral (2,46%). Com menor produtividade nos canaviais e aumento de exportações, o açúcar obteve elevação de preço em 15 capitais, variando entre 1,75% (Vitória) e 15,41% (Natal).

Já os laticínios sofreram com a baixa oferta de leite no campo e o aumento de custo de produção. Dessa forma, o litro do produto subiu em 16 capitais e o quilo da manteiga, em 12.

As maiores altas do leite foram registradas em Belo Horizonte (8,54%), Porto Alegre (6,20%) e Aracaju (5,87%), e o aumento da manteiga ocorreu principalmente em Aracaju (5,30%), Brasília (3,79%) e Vitória (3,55%).

Salário mínimo

No mês anterior, a estimativa era de R$ 5.351,11.

Com o desconto da Previdência Social (7,5%), a pesquisa calculou que, na média nacional, o trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 1.100) comprometeu 54,79% para alimentar uma pessoa adulta em junho. O porcentual foi menor do que em maio, de 54,84%.

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