Força-tarefa faz vistoria na “cracolândia” entre Florianópolis e São José

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A força-tarefa ampliada do Grupo Permanente em Defesa das Pessoas em Situação de Rua vistoriou, na manhã desta terça-feira (15/08), a área conhecida como “cracolândia”, localizada entre Florianópolis e São José. A operação, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), retirou do local pelo menos cinco caçambas de lixo e abordou 10 pessoas em situação de rua. A ação começou às 8 horas da manhã e seguiu durante a tarde.

“Esse é um trabalho de inclusão social e de resgate da cidadania. A ação no local será permanente”, explica o Promotor de Justiça Daniel Paladino, que acompanhou a operação durante a manhã.

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As pessoas abordadas durante a ação foram orientadas a irem para albergues e para o Centro de Referência e Atendimento à População de Rua (Centro POP). Nenhuma delas quis auxílio para sair do vício – todas são viciadas em crack. Também foram colhidas as digitais das pessoas para confecção de documentos de identidade – o que é uma iniciativa para identificar pessoas com registro de desaparecimento ou com mandado de prisão em aberto.

Os representantes da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC) estudaram o local para formatarem um projeto de revitalização do espaço. A ideia é lacrar os espaços que hoje são utilizados pelos usuários de drogas.

Os funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (COMCAP) passaram a manhã e a tarde limpando a área. Só pela manhã recolheram pelo menos cinco caçambas de caminhão de lixos, entulhos, detritos e objetos.

O balanço completo da ação desta terça-feira será concluído na próxima semana. As pessoas em situação de rua  que se recusaram a fazer tratamento serão avaliadas por médicos e assistentes sociais. Dependendo do resultado dos exames, o Promotor de Justiça Daniel Paladino não descarta a possibilidade de pedir a internação compulsória dessas pessoas.

“Não podemos obrigar as pessoas a se tratarem, mas dependendo da avaliação dos profissionais de saúde podemos pedir a internação compulsória por uma questão de saúde pública e de resgate da cidadania”, explicou Paladino.

A força-tarefa ampliada contou também com a presença do Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Promotor de Justiça João Alexandre Massulini Acosta , e representantes das Polícias Militar e Civil e da Guarda Municipal de São José e Florianópolis, Conselho de Segurança do Centro da Capital e de Coqueiros (CONSEGs), Polícia Rodoviária Federal (PRF), CDL, COMCAP, Secretaria de Assistência Social de Florianópolis, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC), Floram, entre outras entidades parceiras.

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