Gaeco investiga empresa de São José em nome de laranja para sonegar impostos

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Uma operação de busca e apreensão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Secretaria Estadual da Fazenda apreendeu documentos e computadores em empresas e nas residências de suspeitos nos municípios de São José, na Grande Florianópolis, e em Criciúma, Cocal do Sul e Içara, no Sul do estado. Os mandados foram emitidos pela Justiça e pedido do Ministério Público em decorrência de investigação que apura  uma suposta organização criminosa formada para sonegar impostos estaduais. 

Parte do material apreendido hoje revela indícios de que um dos empresários suspeitos – que chegou a ser preso preventivamente em setembro do ano passado – é o verdadeiro dono de empresas envolvidas no esquema e registradas em nome de laranjas. Foi com base no monitoramento da movimentação do empresário, após a sua liberação, e dos demais suspeitos, que os investigadores identificaram os endereços onde foram cumpridos os mandados para a coleta de provas documentais e materiais. 

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As buscas ocorreram em uma loja em Criciúma; na residência do empresário e em um estabelecimento comercial de propriedade de sua cunhada, em Cocal do Sul; em um galpão em Içara – onde foi constatada a existência de mais duas empresas em nome de terceiros -; e em outra empresa em São José, também registrada em nome de outras pessoas.

Nesses locais, foram apreendidos inúmeros documentos, computadores, celulares, dinheiro em espécie e armas. Os documentos e as informações armazenadas nos computadores apreendidos passarão por um levantamento e serão encaminhados à Fazenda Estadual para análise e apuração dos valores sonegados pelo grupo.

O MPSC não divulgou os nomes dos envolvidos e nem das empresas alvo da operação.

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