IML garante que restos mortais juntos a destroços de avião são de empresário e piloto

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Leonardo Thomé/Notícias do Dia

Um exame antropológico realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) nos restos mortais encontrados junto aos destroços do monomotor que caiu próximo à Ilha do Campeche, em Florianópolis, no dia 1° de fevereiro, revelou que os pedaços de corpo humano localizados no fundo do mar são membros inferiores do empresário Robson Guimarães, 46, e do piloto Marlon Neves, 38, que estavam dentro da aeronave no momento da queda.

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O IML espera receber até esta quarta o material genético enviado pelas famílias das vítimas para fazer a comparação com o material genético coletado nos restos mortais. A confirmação cientifica deve ser divulgada no máximo até a próxima terça-feira. Por antropologia, contudo, o diretor do IML, Rodinei Tenório, garante se tratarem de membros inferiores de Guimarães e Neves.

“A análise apontou que são restos mortais das vítimas, pois muitas características batem, inclusive uma antiga fratura na perna que um dos dois ocupantes do avião tinha. Mesmo assim, precisamos da confirmação científica, e isso acontecerá após o compararmos o DNA enviado pelos familiares com os encontrados nos restos mortais”, explica Tenório.

Também nesta terça-feira desembarcaram em Florianópolis dois investigadores do Seripa 5, órgão da Aeronáutica sediado em Porto Alegre (RS) e responsável por apurar as causas do acidente, para darem início à investigação que apontará o que causou o acidente com o monomotor na manhã de 1° de fevereiro, logo depois de decolarem do Aeroporto Internacional Hercílio Luz.

Todos os destroços do avião estão neste momento na Capitania dos Portos, e de lá serão transladados de caminhão até a Base Aérea da Capital e recebidos pelos investigadores. “O trabalho de investigação começa efetivamente agora. Faremos fotografias e filmagens mais detalhadas de tudo que foi encontrado para depois decidir se é preciso trazer esses materiais para Porto Alegre ou enviar mais profissionais para Florianópolis”, revela o chefe do Seripa 5, tenente coronel Renato Horta de Castro, que acrescenta ser possível aos investigadores solicitar auxílio aos fabricantes do avião, do motor e dos instrumentos da aeronave para “assim poder elucidar de forma completa esse acidente”.

Os destroços da aeronave, os maiores encontrados após 16 dias de buscas, foram localizados ao entardecer de domingo pela empresa terceirizada contratada pela família do empresário Robson Guimarães, 46, que estava no avião com o piloto Marlon Neves, 38. As buscas, feitas em conjunto pela empresa Sulmar com os Bombeiros, foram retomadas na manhã desta terça-feira, às 8h.

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