Impasses nas moradias populares em Biguaçu são discutidos na Câmara

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Reunião sobre condomínios populares Vila Real e Saudade - Foto Imprensa CMB 4

Mais uma reunião foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores de Biguaçu, com o objetivo de questionar problemas e pleitear soluções na construção do condomínio Vila Real, localizado no bairro Fundos. O encontro ocorreu na tarde da terça-feira, dia 4 de agosto, informa a assessoria.

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O encontro, que reuniu vereadores, representantes da Caixa Econômica Federal e da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplan), buscou ainda sanar dúvidas quanto ao cadastro, seleção das famílias beneficiadas e ocorrências de insegurança no Residencial Saudade, no bairro que leva o mesmo nome.

No encontro,  a presidente da Casa, Salete Orlandina Cardoso, chamou para compor a mesa o gerente regional da Caixa, Eduardo Rockenbach; a coordenadora da gerência de Habitação, Juliana Sardá; e a superintendente de Engenharia da Seplan, Genivalda Ronconi. Com a palavra repassada aos vereadores, o primeiro a falar foi o vereador Nei Cunha, que questionou o prazo de conclusão do condomínio Vila Real, informada pelos representantes da Caixa que é de fevereiro de 2016.

Cunha questionou também o retorno da empreiteira Total Engenharia aos vizinhos prejudicados pela obra e os ajustes que estão faltando, como a drenagem, será feita em parceria público privada. Por sua vez, a vereadora Magali Eliane Pereira Prazeres destacou a preocupação dos vereadores com o processo de seleção das famílias beneficiadas, uma vez que este é feito pela Prefeitura, mas a pesquisa quanto à veracidade e análise dos documentos, assim como financiamento fica a cargo da Caixa.

Juliana Sardá lembrou que o programa “Minha Casa, Minha Vida” é do Governo Federal e “estabelece três critérios nacionais que devem ser seguidos, portadores de necessidades especiais, moradores de áreas de risco e mulheres chefes de família. Mas o município pode estabelecer mais três critérios”, disse.

Representando o Poder Executivo, Gê Ronconi esclareceu que o município “analisa a documentação entregue pelas pessoas, mas algumas dá informações erradas para conseguir serem selecionadas. Na Caixa é que são descobertas informações como terrenos ou casas no nome dessas pessoas, pois cruzando os dados com o FGTS, por exemplo, é possível ver se a pessoa mentiu o valor do salário”, explica.

O empreendimento Vila Real é financiado pela Caixa Econômica Federal, com apoio da Prefeitura Municipal de Biguaçu. O projeto, enquadrado dentro do Programa do Governo Federal – Minha Casa Minha Vida, atende a 224 famílias dentro da faixa de renda de até três salários mínimos. O condomínio é dividido em sete prédios, com quatro pavimentos, sendo oito apartamentos por andar.

 

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