A administração do Hospital Regional de Biguaçu Helmuth Nass feita pela Beneficência Camiliana do Sul (São Camilo) resultou em uma fila de espera para cirurgias eletivas composta por 1.684 pessoas. O número foi compartilhado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio da gerente regional de saúde da Grande Florianópolis, Fabiane Mendes de Melo, durante entrevista coletiva realizada na terça-feira (15).

“O Estado tem pactuado com o Hospital de Biguaçu hoje o total de 200 cirurgias por mês, mas o que a Secretaria de Estado da Saúde tem observado através de monitoramento constante é que a unidade fez apenas 194 procedimentos cirúrgicos nos últimos seis meses, uma média de 33 por mês. Isso acaba gerando uma fila de espera que atualmente é de 1.684 pacientes aguardando“, comentou Fabiane.
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Fabiane ainda pontuou que “isso nos deixa preocupados, pois acaba interferindo na assistência ao paciente, no acesso aos serviços de saúde e na saúde pública da macrorregião”, completou a representante do Estado na coletiva de imprensa.
Intervenção
Por conta dos baixos índices de produtividade apresentados pela São Camilo frente à gestão do Hospital Helmuth Nass, a Prefeitura de Biguaçu decidiu realizar uma intervenção na administração para fazer uma análise dos contratos e dos balanços financeiros da entidade que administra a unidade. Uma auditoria externa poderá ser contratada para avaliar as contas do hospital.
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o centro cirúrgico do Hospital de Biguaçu não vai parar durante a intervenção. As cirurgias eletivas já marcadas serão realizadas normalmente e novas cirurgias poderão ser agendadas pelos centros de regulação. O objetivo, inclusive, é aumentar a produção nesses três meses. A intervenção vai manter os funcionários do hospital e novos colaboradores poderão ser contratados.
De acordo com o Decreto 168, de 14 de Julho de 2025, estava ocorrendo o descumprimento reiterado das obrigações pactuadas, a inexecução parcial dos serviços conveniados, a ausência de comprovação da boa e regular aplicação dos recursos públicos e os indícios de má gestão dos bens públicos concedidos.
Versão da São Camilo
Biguá News entrou em contato com a Beneficência Camiliana do Sul através do canal oficial de contato da entidade, mas ainda não obteve resposta (que será publicada assim que for respondida).


