Médicos ressaltam durante Novembro Azul a necessidade de fazer exame da próstata

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SES

Da mesma forma como o Outubro Rosa é um movimento voltado aos cuidados da saúde da mulher, o Novembro Azul tem o objetivo de alertar os homens sobre a importância de fazer acompanhamento regular das suas condições de saúde. Homens vivem, em média, sete anos menos que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial elevadas, além de tendência à obesidade e ao sedentarismo.

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Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Governo Federal esperam, por meio da implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que pelo menos 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos procurem o serviço de saúde ao menos uma vez por ano. Um dos principais objetivos é promover ações que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum em pessoas do sexo masculino. No entanto, o Ministério da Saúde (MS) recomenda o rastreamento da doença apenas em homens com mais de 55 e menos de 69 anos e que estejam em algum grupo de risco, como aqueles com histórico familiar, os afrodescendentes ou os que apresentam sintomas. Isso porque não há evidências científicas suficientes para justificá-lo.

O chefe da Oncologia Clínica do Centro de Pesquisas Oncológicas de Santa Catarina (Cepon), Marcelo Freitas, explica que essa conduta já é adotada por diversas instituições de países norte-americanos e europeus. “As chances de um homem ter câncer de próstata ao longo da vida são de 17%. Porém, apenas 3% têm chance de morrer por conta da doença”, afirma Freitas.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da Terceira Idade, já que cerca de 3/4 dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e levando a pessoa à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

No Cepon, atualmente, 444 pacientes estão em tratamento contra câncer de próstata. Roberto Soares, pescador de 69 anos, já passou por cirurgia e hoje faz acompanhamento médico. O morador de Pescaria Brava reconhece que não ia ao médico antes de descobrir a doença. “Hoje está tudo bem. Mas a gente não pode relaxar. Mesmo não sentindo nada, é importante procurar um médico regularmente”, aconselhou o paciente, que descobriu a doença por meio do exame de sangue que apontou o nível alterado de PSA – antigénio específico da próstata.

Quando ocorrem, os sintomas do câncer de próstata na fase inicial são semelhantes aos da hiperplasia prostática benigna (HPB). Há dificuldade e/ou necessidade de urinar muitas vezes ao longo do dia e da noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor óssea e até infecção generalizada ou insuficiência renal.

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