O Tribunal Popular do Júri condenou, em sessão realizada ontem (3), os réus Wellisson da Silveira Antunes, vulgo “Monstro”, e Guilherme Silva dos Amaral, por terem matado a tiros Gabriel Klopp Cirilo, na noite do dia 1º de fevereiro de 2024, na rua Manoel Nunes Freitas, no bairro Bom Viver, em Biguaçu.
A juíza Cintia Ranzi Arnt, titular da Vara Criminal da Comarca de Biguaçu, fixou a pena de Wellisson em 28 anos, dois meses e 16 dias de reclusão, e a de Guilherme em 12 anos e dez meses. Ambos, que já se encontravam encarcerados por decretos de prisão preventiva, devem cumprir as penas em regime inicial fechado.
De acordo com a decisão do juízo, as penas foram calculadas em razão do crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa do ofendido e emprego de meio que possa resultar perigo comum. Além disso, a punição de “Monstro” foi majorada em razão de multirreincidência (art. 61, I, CP), “uma vez que o réu ostenta 2 condenações transitadas em julgado em data anterior ao presente fato“, anotou a magistrada na sentença.
O CRIME
Consta do inquérito policial e da posterior denúncia do Ministério Público de Santa Catarina que “Monstro” e o seu comparsa Guilherme teriam matado Gabriel em decorrência de disputas envolvendo um ponto de venda de drogas no referido bairro. A vítima foi alvejada pelo menos dez vezes, nas mais diversas regiões do corpo, como face, tórax e membros.
Ainda conforme a investigação da Polícia Civil e a denúncia do MPSC, “a ação criminosa perpetrada pelos denunciados resultou em perigo comum, porquanto efetuaram diversos disparos de arma de fogo em um local densamente povoado, colocando em risco a vida e a saúde dos moradores locais“.
“Os denunciados também usaram de recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que a surpreenderam desarmada, e, de pronto, começaram a efetuar os disparos, tornado ineficaz a tentativa de fuga“, relata trecho da denúncia.
“Monstro” foi preso pela Polícia Militar, em operação realizada no dia 23 de fevereiro de 2024. A PM já havia tentado prendê-lo pelo homicídio de Gabriel no dia 10 daquele mês, mas Monstro trocou tiros com os policiais e conseguiu fugir. Uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) resultou em sua captura, 13 dias depois.
Guilherme está preso desde o dia 5 de abril de 2024, ocasião em que a Polícia Militar deu cumprimento ao mandado de prisão temporária expedido pelo juízo criminal da Comarca de Biguaçu.
A sentença na íntegra está disponível neste link.


