Museu Histórico de Santa Catarina homenageia Cruz e Sousa com exposição em novembro

Publicidade

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Museu Histórico de Santa Catarina, homenageará o poeta catarinense Cruz e Sousa no mês em que o simbolista completa 154 de nascimento com a exposição João da Cruz e Sousa: O Poeta da Ilha. A mostra ficará exposta nos gradis do Museu durante todo o mês de novembro, a partir do dia 3. A iniciativa é uma realização da FCC, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), com o patrocínio do Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (IDIT).

Quem passar pela área externa do Museu, situado no Centro de Florianópolis, poderá ver a exposição que abordará três eixos temáticos sobre a trajetória do poeta, distribuídos em 24 banners que abordam “A vida”, “A obra” e “O Poeta e o Palácio”. O objetivo é aproximar a cidade do Museu e homenagear o poeta que dá nome ao Palácio.

Continua após a publicidade

Com esta ação, a instituição procura fazer da agenda do mês de novembro o momento para a realização de atividades e eventos alusivos ao aniversário do poeta desterrense, refletindo sobre sua vida e obra.

Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa nasceu na antiga Desterro, em 24 de novembro de 1861, filho de escravos alforriados. Criado no solar dos que foram senhores de seus pais, recebeu, em 1874, uma bolsa de estudo para o Ateneu Catarinense. Desde cedo voltado para a literatura, fundou com os amigos Virgílio Várzea e Santos Lostada o jornalzinho “Colombo” e mais tarde “Tribuna Popular”. Dirigiu o semanário “Moleque”. em 1881, viajou ao norte, como ponto da companhia dramática Julieta dos Santos, lá voltando em 1883, quando recebeu homenagens de grupos abolicionistas.

Em 1885, com Virgílio Várzea, publicou o livro “Tropos e Fantasias”. Em 1889. Conseguiu emprego e passou a colaborar em jornais e revistas, fazendo-se o grande líder e a maior expressão do movimento Simbolista. Lançou, em 1893, os livros “Missal e Broquéis”; nesse mesmo ano casou com Gavita e foi nomeado arquivista na Central do Brasil.

Atingido pela tuberculose, buscou tratamento em Sítio, Minas Gerais, mas lá morreu, em 19 de março de 1898. O corpo foi despachado para o Rio de Janeiro e enterrado no cemitério de São Francisco Xavier. Ainda em 1898, após sua morte, foi publicado o livro “Evocações”. Em 1900, saiu a coletânea “Faróis”.

Fernanda Peres
Assessoria de Comunicação

Publicidade