Novos medicamentos para hepatite C chegarão em novembro a Santa Catarina

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O Brasil será o primeiro país em desenvolvimento a ter acesso universal aos mais modernos medicamentos contra hepatite C. A nova terapia estará disponível aos pacientes de Santa Catarina no início de mês de novembro. A afirmação é do coordenador-geral de Hepatites Virais do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Naveira. A novidade chegou na última quinta-feira, 15, e repassada a médicos, farmacêuticos e outros profissionais da saúde presentes em reunião realizada em Florianópolis. O encontro foi organizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) a pedido do Ministério da Saúde.

O novo tratamento é composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir e vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses. Estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). As medicações têm 90% de eficácia e diminuem o tempo de tratamento dos pacientes com hepatite C para 84 dias corridos (12 semanas).

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O objetivo do Ministério da Saúde (MS) é incorporar ao SUS o que há de mais moderno para tratamento da hepatite C. “O Brasil escreve o primeiro capítulo dessa história. É um dos primeiros países em desenvolvimento que oferece, de forma pública, este tipo de tratamento”, enfatizou Naveira. O ministério conseguiu negociar os preços dos medicamentos com as indústrias farmacêuticas, com descontos de 90% em relação ao mercado internacional.

As novas medicações vão beneficiar pacientes que apresentavam má resposta ao tratamento anteriormente ofertado, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante. A grande vantagem do novo protocolo é a ampliação do acesso ao tratamento de hepatite C com o fornecimento das medicações até o final do tratamento, além de padronizar uma rotina de exames e de consultas médicas para os pacientes.

Na reunião foram debatidas estratégias para o enfrentamento das hepatites virais em Santa Catarina, usando como exemplo estratégias de sucesso usadas nos municípios de Florianópolis, Criciúma e Joinville.

Hepatite C

As hepatites são responsáveis por 75% dos casos de câncer de fígado e por mais de 50% dos transplantes do órgão no Brasil. A hepatite C, como a hepatite B, é uma doença de poucos sintomas. O diagnóstico preciso é feito através de um exame de sangue, simples, oferecido nas Unidades Básicas de Saúde, de forma gratuita, rápida, segura e sigilosa.

Além da relação sexual desprotegida, outras formas de transmissão são o compartilhamento de objetos de uso pessoal e para uso de drogas. O SUS garante o acesso aos medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com indicação de tratamento medicamentoso. Nem todas as pessoas que contraíram o vírus precisam ser medicadas, sendo uma recomendação feita a partir de uma avaliação médica.

Hepatite C em Santa Catarina

De 1994 a 2014, foram notificados 11.676 casos de hepatite C no Estado, com taxa de detecção de 11,79 casos por 100 mil habitantes. Só em 2014, foram 789 casos.

Hepatite C no Brasil 

Em 13 anos de tratamento, foram notificados e confirmados 120 mil casos de hepatite C no Brasil, e realizados mais de 100 mil tratamentos, segundo o MS. Atualmente, 10 mil casos são notificados e cerca de três mil mortes são associadas à hepatite C por ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano.

Como prevenir a Hepatite C

– Não compartilhe objetos como escova de dente, lâminas de barbear ou depilar;

– Usuários de drogas não devem compartilhar seringas, agulhas, cachimbos e canudos de inalação;

– Assegure-se de que os materiais usados para fazer tatuagens e piercings sejam totalmente descartáveis

– Utilize material de manicure individual e esterilizado

– Use preservativo em todas as práticas sexuais.

Teste Rápido
Recomenda-se que todas as pessoas a partir de 40 anos de idade façam o teste rápido para hepatite C. O teste é um exame realizado a partir de uma gota de sangue, disponível gratuitamente nos serviços de saúde do SUS – é rápido, seguro e sigiloso.

Da Assessoria

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