Gabriela Ferrarez/ND+
Duas casas de prostituição suspeitas de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas na Grande Florianópolis foram alvo da Polícia Civil nesta terça-feira (11). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens da quadrilha.
Ao todo, são 91 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva, contra 17 pessoas investigadas e 32 empresas. Os mandados são cumpridos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Amazonas.
A operação é chamada de “Pecado Capital”, em alusão aos locais onde o dinheiro do tráfico era lavado. As prisões e apreensões são resultado de uma investigação de dois anos feita pela Decod (Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal da Capital).
Operação bloqueia meio bilhão e mira em casas de prostituição e fazendas
Conforme a investigação, a polícia identificou um grupo responsável por criar empresas de fachada e empresas fantasmas para lavar o dinheiro ganho com o tráfico. Entre os estabelecimentos usados pela quadrilha, estariam casas de prostituição utilizadas para movimentar grandes quantias.
Entre os bens apreendidos estão duas fazendas no Amazonas, avaliadas em R$ 100 milhões. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir a cúpula da quadrilha, que não mantêm mais contato direto com a droga, mas financia e se beneficia do tráfico.
Participam da operação 170 policiais civis da PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) e 70 policiais civis de outros estados


