Partido montado por Jefinho torna-se a 2ª maior força política de Biguaçu

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Formar um partido há menos de um ano da eleição que pudesse ser decisivo no resultado final do pleito para prefeito de Biguaçu. Uma tarefa um tanto difícil em um município com siglas tradicionais, como MDB, PP e DEM, com o PSD presidido pelo atual prefeito Ramon Wollinger, e com a formação do PSL, capitaneado pelo então poderoso chefe da Casa Civil, Douglas Borba. Mas Jeferson Binhoti, o “Jefinho”, enxergou no fragmentado cenário político local uma oportunidade de surpreender, montando um partido sem “medalhões” e com um nome totalmente novo para chapa majoritária, alguém que nunca tinha disputado vaga no Poder Executivo.

Jefinho, presidente do Podemos, hoje a 2ª maior força política de Biguaçu (Foto: Biguá News)

Binhoti então começou a conversar com pretensos candidatos a vereadores que tivessem ficado como suplentes nas eleições de 2016. Convenceu a se filiar ao Podemos vários interessados que já tinham sido testados nas urnas em campanhas anteriores e que pudessem somar entre 300, 400 ou 500 votos cada. Assim, a nominata para o Poder Legislativo poderia fazer cerca de 5 mil votos, garantindo duas ou três cadeiras na Câmara Municipal. Ao abrir as urnas, o partido presidido por Jefinho elegeu três vereadores: Gato, Cristyan e Israel – todos acima de 500 votos cada.

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E para a chapa majoritária? Jefinho procurava alguém que nunca tinha concorrido ao cargo de prefeito ou vice-prefeito. Ele queria alguém totalmente novo no cenário eleitoral, que fosse muito conhecido e livre de qualquer mácula ou rejeição. Eis que surge o Alexandre Souza nas redes sociais se lançando como candidato. Binhoti conversou com ele, mostrou o cenário e o convenceu a entrar no Podemos. Alexandre caía como uma luva no projeto idealizado por Jeferson, pois é alguém muito querido por todos, capacitado para a função e chegava com ideias e ideais novos, ao encontro do que clamava a sociedade.

“O Alexandre entrou no partido como pré-candidato a prefeito, assim como o ex-vereador José Braz da Silveira, que também pretendia concorrer como prefeito ou vice. Lá em março, se não me engano o mês, nós da Executiva resolvemos fazer uma votação numa pré-convenção para definir quem seria o nome do Podemos para compor chapa majoritária, pois era preciso tempo para trabalhar esse nome em uma coligação. O Alexandre foi o mais votado e assim ficou decidido que ele seria o nosso candidato”, comentou Jefinho.

Binhoti disse que o Podemos chegou a conversar com o PSL para eventual chapa André e Alexandre, ou vice-versa, mas que a maioria dos filiados do partido definiu por caminhar junto com Salmir da Silva, pois queriam estar com o MDB. “A gente encaixou com o Salmir também por ser um nome novo e ele também representava uma renovação. Lá atrás o Salmir chegou a dizer que abriria mão da cabeça de chapa para apoiar o Alexandre, caso as pesquisas apontassem que esse era o melhor caminho. Mas após várias análises nós resolvemos unir essa popularidade do Alexandre com a força da sigla do MDB, que é muito forte em Biguaçu, e assim lançar acertadamente a chapa Salmir e Alexandre, que sagrou-se vitoriosa nas urnas no último domingo”.

Secretariado

Jefinho disse ao Biguá News que o Podemos entrou na coligação sem nenhuma promessa de secretaria e que isso não era o foco, pois a intenção era derrotar o grupo político que estava no poder há 12 anos. “O Salmir não prometeu secretaria para ninguém e nós também não cobramos isso, pois na formação da coligação ficou definido que não haveria nenhum tipo de loteamento de cargos, o objetivo era vencer. Logicamente que o Podemos poderá vir a compor o secretariado, pois colocou o vice-prefeito e três vereadores. Mas isso é uma decisão que o prefeito eleito começará a tomar no começo de dezembro, pois por enquanto não conversamos nada”.

2ª maior força

O Podemos torna-se, já em sua primeira eleição municipal, a 2ª maior força política de Biguaçu. Elegeu o vice-prefeito e três vereadores. Fica atrás apenas do MDB, que fez o prefeito e quatro vereadores. A quantidade de votos ao partido (somando os votos dos vereadores e os de legenda) foi de 4,9 mil, montante parecido com o do PSL, que fez 5,2 mil. O MDB obteve nesse critério 6,6 mil; o PSD, 4 mil; o PP, 2,8 mil; o PL, 2,3 mil; DEM, 2,2 mil; o Cidadania, 1,4 mil e, o Patriota, 1,3 mil. Os outros partidos fizeram abaixo de 1 mil cada.

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