Polícia Civil conclui inquérito da Operação Atoleiro

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A Polícia Civil, por meio da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público (DCCPP), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), concluiu as investigações levadas à efeito por meio do Inquérito Policial que resultou na Operação Atoleiro, deflagrada no dia 13 de julho de 2017.

De acordo com as investigações, foi possível identificar que o grupo criminoso cooptava “laranjas” para integrar associações não governamentais, na maioria compostas por pessoas simples e até semianalfabetas.

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O Secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, à época, ou seja, o responsável direto pela liberação dos recursos, foi identificado como sendo o chefe da associação criminosa, que possuía como modus operandi, “esquentar” o recebimento de dinheiro público destinado para realização de eventos ligados à pasta. Para tanto, utilizou-se de seu assessor, que, juntamente, com mais duas pessoas, eram imbuídas de falsificar documentos para prestação de contas.

A associação criminosa contava, ainda, com um contador, que era responsável por arregimentar clientes para emissão de notas fiscais frias de produtos não comercializados.

O Inquérito Policial encaminhado perante ao Poder Judiciário da Comarca da Capital, possui seis volumes, tendo sido indiciadas 22 duas pessoas por integrarem o grupo criminoso, pelas práticas dos delitos de associação criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato.

Restam, ainda, outros quatro Inquéritos Policiais que apuram desvios de recursos destinados às Associações criadas pelo mesmo grupo criminoso e que serão remetidos nos próximos dias ao Judiciário Estadual. Registre-se que o Inquérito Policial concluído e remetido ao fórum, é o mais complexo e com o maior número de investigados.

Importante frisar que a Polícia Civil, por meio da DCCPP/DEIC, visando ressarcir o erário público representou pelo sequestro de bens, e após manifestação favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário sequestrou sete imóveis e dois automóveis do secretário da pasta, à época e seu assessor, no montante de meio milhão de reais.

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