O inquérito policial conduzido pelo delegado Akira Sato que apurou as circunstâncias da morte do dentista Cezar Mauricio Ferreira, ocorrida em 19 de julho de 2025, nas dependências da Central de Plantão Policial de São José, concluiu que não houve a prática de conduta criminosa — seja por ação, omissão ou negligência — por parte dos policiais militares envolvidos no caso.
Conforme informações da Polícia Civil de Santa Catarina divulgadas nesta terça-feira (12), os laudos da Polícia Científica apontaram que a morte foi causada por uma arritmia cardíaca decorrente de uma cardiopatia hipertrófica preexistente. Exames complementares também detectaram no organismo do dentista a presença de analgésicos, antibióticos, relaxantes musculares e medicamentos para tratar diabetes, depressão e a própria condição cardíaca.
Ainda de acordo com o inquérito, o objetivo da investigação foi reconstruir os fatos de maneira imparcial e transparente. Para isso, todas as pessoas envolvidas foram ouvidas e foi garantido ao procurador da família acesso irrestrito aos autos. A conclusão foi solidamente embasada em depoimentos, documentos e, principalmente, em laudos periciais técnicos.
Com base nos elementos informativos, a investigação não encontrou evidências de conduta típica dolosa (comissiva ou omissiva) ou na sua forma culposa, nem desvios operacionais que configurassem infração penal ou administrativa.
Assim, em conformidade com o art. 2º, §6º, da Lei 12.830/2013, que determina que o indiciamento é um ato fundamentado da autoridade policial, mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e suas circunstâncias, o delegado do caso concluiu pela ausência de requisitos para tal medida, finalizando o inquérito sem o indiciamento dos envolvidos.


