O sargento da Polícia Militar do Pará, Adriano Augusto Silva David, foi preso na manhã desta quinta-feira (8) em Blumenau. Ele é suspeito de cometer uma série de abusos sexuais contra crianças com idades entre 6 e 12 anos na cidade de Altamira, no Pará, incluindo a própria sobrinha.
A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça em julho de 2023, a pedido da Polícia Civil do Pará, mas o militar permaneceu foragido por quase dois anos. Ele foi localizado após uma ação conjunta do Departamento de Investigações Criminais, da Polícia Civil de Santa Catarina e do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará. A abordagem ocorreu quando o suspeito saía de uma residência no bairro Velha Central.
Segundo as investigações, o homem se aproximava das vítimas por meio da relação de confiança com as famílias. Ele era amigo das mães, se mostrava atencioso e prestativo e convidava as crianças para passeios, como idas ao cinema, além de promover “festas do pijama” em sua própria casa. Conforme os relatos, os abusos ocorreram ao longo de anos.
Uma das vítimas, sobrinha do investigado, relatou à polícia que o sargento mantinha uma arma debaixo da cama enquanto cometia os abusos, como forma de intimidar as crianças. A menina afirmou que não contou à mãe por medo de represálias, já que o suspeito era policial.
Há ainda depoimentos indicando que alguns abusos teriam ocorrido na presença da própria filha do investigado, de apenas 9 anos. Ao menos quatro vítimas já foram identificadas formalmente pelas autoridades.
Mães das vítimas relataram à polícia o momento em que descobriram os crimes, após as crianças detalharem os abusos, que teriam ocorrido por meses. As investigações apontam que o militar deixou Altamira ainda em 2023, logo após a decretação da prisão.
Após ser detido em Santa Catarina, o sargento foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Pará, que apura a extensão dos crimes e a possível existência de novas vítimas.
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem e devem ser denunciados ao Conselho Tutelar, às delegacias especializadas, às autoridades policiais ou pelo Disque 100.

