O ex-prefeito Ramon Wollinger estaria articulando junto com a ex-vereadora Salete Cardoso, ambos filiados ao PL, para “tomar” a diretoria executiva municipal do partido em Biguaçu das mãos da vereadora Beatriz Borba, a Bia.
O PL de Biguaçu agora está sob o comando de pessoas com o perfil conservador. O atual presidente é Thales Pacheco dos Santos, o “Cabo Thales”, que é cunhado de Bia Borba. Foi sob a influência dela que a deputada estadual Ana Campagnolo fez a ponte junto ao governador Jorginho Mello para que houvesse a troca de presidente do partido em Biguaçu.
De acordo com fontes à par do processo, a intenção de Ramon seria comandar o PL em Biguaçu visando as eleições de 2028. Wollinger, que foi prefeito entre dezembro de 2014 a novembro de 2020, pretende ser candidato novamente ao cargo de chefe do Poder Executivo do município. Mas, para isso, ele precisaria “ter um partido na mão” e hoje o PL está sob o comando de Bia Borba.
Ramon deixou a Prefeitura de Biguaçu com aprovação popular pífia. No segundo mandato, deixou sua base rachar e surgir dois candidatos a prefeito em 2020, o então vice-prefeito Vilson Norberto Alves (PP) e o atual vereador André Clementino (MDB), que na época concorreu pelo PSL no grupo formado pelo ex-secretário de Estado da Casa Civil Douglas Borba. Os dois perderam para o atual prefeito Salmir da Silva (Republicanos).
O intento de Ramon Wollinger estaria sendo capitaneado por Salete, que já presidiu o PL de Biguaçu, mas foi trocada por Bia Borba após a derrota acachapante nas eleições de 2024, quando Salete concorreu a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Tuta (PSD), mas foram derrotados por Salmir da Silva. Naquela disputa, a dupla Tuta e Salete fez apenas 28% dos votos, enquanto Salmir somou 70%.


