O Hospital Regional de Biguaçu Helmuth Nass inicia uma nova fase em sua gestão. Após mais de um ano de intervenção administrativa, período em que a Prefeitura realizou um amplo diagnóstico da unidade e promoveu uma série de análises técnicas sobre sua operação, o Município avança no processo de reestruturação da unidade, com a contratação emergencial de uma nova Organização Social (OS), que assumirá a administração do hospital a partir desta semana.
A contratação foi viabilizada por meio do Decreto nº 248/2026, que declara situação de emergência administrativa na gestão e na prestação dos serviços de saúde do Hospital Regional. A medida assegura a continuidade integral dos atendimentos durante a transição e atende à decisão judicial que determinou a adoção de uma nova forma de gestão da unidade, sem qualquer interrupção da assistência à população.
Trabalho iniciado durante a intervenção
A intervenção administrativa foi decretada em julho de 2025, após o Município constatar que a instituição não vinha alcançando os indicadores estabelecidos no Plano Operativo Assistencial (POA), documento que define o volume de procedimentos, os serviços ofertados e os parâmetros de desempenho esperados para a gestão. O objetivo da medida foi compreender as causas desse cenário, reorganizar os processos internos e identificar alternativas para ampliar a capacidade de atendimento do Hospital Regional.
Ao longo desse período, equipes técnicas avaliaram contratos, produção hospitalar, recursos financeiros, fluxos de atendimento, estrutura física, equipamentos, insumos, medicamentos e o quadro de profissionais. Todo esse trabalho ocorreu sem interrupção dos serviços, mantendo o funcionamento do centro cirúrgico, dos leitos de internação, da maternidade e das demais especialidades oferecidas pelo hospital.
Os estudos desenvolvidos durante a intervenção demonstraram que a unidade reúne condições de cumprir integralmente as metas previstas no POA utilizando os recursos públicos já destinados ao hospital. O diagnóstico também apontou oportunidades de aperfeiçoamento da gestão, permitindo estruturar um modelo voltado à ampliação da produção assistencial, ao fortalecimento dos processos internos e à melhoria contínua do atendimento prestado à população.
“Quando decretamos a intervenção, assumimos o compromisso de fazer um diagnóstico sério e responsável do Hospital Regional. Não se tratava apenas de identificar problemas, mas de construir soluções. O trabalho realizado mostrou que a unidade tem potencial para entregar mais à população com os recursos já disponíveis, desde que haja uma gestão eficiente, organizada e comprometida com as metas assistenciais. A contratação da nova Organização Social representa justamente a continuidade desse processo de qualificação que iniciamos há mais de um ano”,destaca o prefeito Alexandre Martins de Souza.
Transição da gestão
Enquanto esse processo de reestruturação estava em andamento, uma decisão judicial determinou o fim do contrato com a entidade anteriormente responsável pela gestão do hospital, estabelecendo prazo para a adoção de uma nova estrutura de gestão capaz de assegurar a continuidade dos serviços hospitalares. Diante disso, a Prefeitura adotou todas as providências necessárias, realizou o processo administrativo para seleção da nova Organização Social e publicou o decreto que viabiliza a contratação emergencial.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Ana Flávia de Almeida e Silva, toda a transição foi planejada para que a mudança acontecesse apenas na esfera administrativa, sem impactos para quem utiliza os serviços do Hospital Regional. “Nosso maior compromisso sempre foi garantir que a população continuasse sendo atendida com segurança e qualidade. Essa mudança acontece na gestão do hospital, mas os serviços permanecem funcionando normalmente. O paciente continuará encontrando as portas abertas, enquanto a nova Organização Social dará sequência ao trabalho de fortalecimento da assistência iniciado durante a intervenção”, afirma.
Com a nova gestão, a expectativa é consolidar as melhorias identificadas ao longo do período de intervenção, fortalecer o cumprimento das metas assistenciais previstas no Plano Operativo Assistencial e ampliar a capacidade de atendimento do Hospital Regional, referência para Biguaçu e outros 22 municípios da região.
Paralelamente, o Município já deu início ao processo licitatório para a contratação definitiva da gestão da unidade. Após a conclusão do certame, a administração do hospital será estruturada por meio de concessão, com prazo de execução previsto de até 30 anos, garantindo um modelo de gestão de longo prazo, com metas, indicadores e compromissos voltados à continuidade e à qualificação dos serviços prestados à população.



