Os tão sonhados molhes do Rio Biguaçu vão sair do papel. Isso porque o prefeito Salmir da Silva (Republicanos) tomou uma decisão firme no início do seu segundo mandato: mandou refazer o projeto para baratear os preços e decidiu que o município de Biguaçu irá custear a obra, orçada em R$ 25 milhões, através de uma Parceria Público Privada (PPP).
O projeto executivo foi totalmente refeito pela atual gestão e empreendedores encamparam o projeto. Isso quer dizer que empreendedores vão contratar a empreiteira que realizará a obra e o município cobrirá parte dos custos, formalizando uma parceria de mão dupla – boa para os empreendedores e para a cidade, que presenciará o crescimento do turismo náutico após a concretização dessa importante infraestrutura náutica.
E turismo náutico significa mais emprego: contratação de marinheiros, garçons, cozinheiros (as), construtores de barco, marceneiros, pintores, eletricistas, etc.
Mas não para por aí. A determinação do prefeito Salmir da Silva em retirar a obra do papel foi reconhecida pelo governador Jorginho Mello (PL) na quinta-feira (26), que assinou convênio de R$ 10 milhões para desassorear o Rio Biguaçu em um trecho de até cinco quilômetros. “Vamos limpar o que está atravancando o rio”, comentou o governador ao assinar o convênio durante ato no auditório da Prefeitura de Biguaçu.
O desassoreamento do rio e a construção dos molhes vai possibilitar o fortalecimento do turismo náutico na região, facilitando a construção de marinas e piers no trecho desassoreado, bem como a eventual chegada de fábricas de barcos e lanchas.
Além disso, miniminiza os efeitos de enchentes durante chuvas torrenciais, pois com o rio desassoreado, a correnteza do rio flui com mais facilidade em direção ao mar, evitando o transbordamento.
R$ 28 milhões em convênios
Além dos R$ 10 milhões conquistados para limpar o leito do Rio Biguaçu, o prefeito Salmir da Silva também garantiu junto ao Governo do Estado outros R$ 18 milhões, sendo R$ 10 milhões para obras de pavimentação na cidade e no interior, R$ 5 milhões para a construção da sede da Apae e R$ 3 milhões para a compra de máquinas pesadas para a Secretaria de Obras e Infraestrutura.


