Santa Catarina confirmou a segunda morte por hantavirose em 2026. A vítima é um homem de 28 anos, morador de Itajaí, no Litoral Norte, que não tinha comorbidades. O óbito ocorreu em 15 de setembro e foi confirmado nesta quarta-feira (23) após exame realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), o paciente teve contato com urina de rato. A Vigilância Epidemiológica e a Gerência de Controle de Zoonoses de Itajaí investigam agora onde e em quais circunstâncias ocorreu a exposição ao vírus.
O caso chama atenção porque Itajaí não registrava ocorrência de hantavirose desde 2007. A primeira morte provocada pela doença em Santa Catarina neste ano havia sido registrada em Rio do Campo, no Vale do Itajaí.
Doença pode evoluir rapidamente
A hantavirose é uma doença infecciosa grave causada por vírus mantidos principalmente por roedores silvestres. A transmissão para humanos ocorre, sobretudo, pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva dos animais. O risco é maior durante a limpeza de locais fechados ou com sinais de presença de roedores.
Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse seca, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e torácica, suor e tontura. Em alguns casos, a doença pode evoluir rapidamente para um quadro grave, com dificuldade intensa para respirar.
Como evitar a contaminação
As autoridades de saúde recomendam evitar o contato direto com roedores e seus dejetos, manter alimentos armazenados em recipientes fechados, eliminar o acúmulo de entulhos e manter terrenos limpos.
Ambientes que permaneceram fechados por muito tempo devem ser ventilados antes da limpeza. Pessoas que apresentarem sintomas após possível contato com locais contaminados devem procurar atendimento médico e informar ao profissional de saúde sobre a exposição a roedores.
