Secretaria da Agricultura investe R$ 6 milhões no Programa Juro Zero

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Ana Ceron

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca encerrou, em 2015, o Programa Juro Zero Agricultura/Pisicultura, porém continuou o pagamento dos juros de contratos feitos até maio. Foram R$ 66 milhões financiados para 2.279 produtores, sendo que o Governo do Estado respondeu pelo pagamento de R$ 6 milhões dos juros previstos.

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O programa foi uma oportunidade importante para que os produtores rurais de Santa Catarina investissem em projetos de captação, armazenagem e uso da água da chuva, além de projetos para aumentar a renda e criar oportunidades no meio rural.

Com o programa, a Secretaria da Agricultura e da Pesca beneficiava os produtores com a subvenção de 100% dos juros previstos em relação aos contratos de investimento. Para continuar apoiando os produtores rurais que querem investir na irrigação de suas pastagens e lavouras, a secretaria lançou, este ano, o Programa Irrigar.

Com o Programa Irrigar, os produtores rurais poderão contrair financiamentos de até R$ 30 mil, com oito anos de prazo para pagar, e subvenção de juros pela Secretaria da Agricultura de até 4,5% ao ano. O secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, explica que no caso dos produtores rurais enquadrados no Pronaf, a subvenção é igual ao valor dos juros, ou seja, o programa será com juro zero. Já para os demais produtores, a secretaria pagará parte dos juros. “Baseado em experiências de agricultores que já utilizam a irrigação nas pastagens, podemos afirmar que o novo programa pode trazer um salto de produtividade”, destaca Sopelsa.

Em áreas irrigadas, a lotação por hectare passou de quatro para até oito vacas e o aumento de produtividade de leite foi de 25% por vaca/ano. Em um ano, a produção de leite por hectare quase dobrou. “Hoje, cerca de 55 mil famílias catarinenses têm sua renda baseada na produção de leite, nós queremos incentivar esses agricultores a investirem em suas propriedades, aperfeiçoando-se e buscando crescer. Nossa intenção não é só aumentar a quantidade de leite produzido em Santa Catarina, mas também aumentar a qualidade”, afirma.

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