Secretaria de Saúde de Biguaçu mobiliza-se na luta contra a Dengue e Zika Vírus

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Assessoria

A equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Biguaçu, em parceira com o Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev) Biguaçu, une-se à Vigilância em Saúde (que corresponde a Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Sanitária) numa força tarefa para combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zika Vírus. A ação visa orientar a população sobre como prevenir essas doenças e os sintomas para identifica-las, através da distribuição de material educativo, cartilhas e folders.

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A iniciativa de mobilizar a Rede de Atenção à Saúde é do secretário municipal da Saúde, Ângelo Ramos Vieira, e tem apoio irrestrito do prefeito municipal, Ramon Wollinger. “Neste verão teremos um aumento significativo das temperaturas e do volume de chuvas, condições muito favoráveis para reprodução do mosquito transmissor da Dengue e do Zika Vírus. Essa situação nos preocupa, por isso toda a equipe da Secretaria Municipal de Saúde dará apoio a campanha, junto à Vigilância em Saúde, realizando ações educativas e de prevenção, já que lidam todos os dias diretamente com a nossa população”, explica o secretário.

A Vigilância Ambiental disponibilizou alguns kits com material educativo, que já estão sendo encaminhados para as Unidades Básicas de Saúde, e capas para caixa d’água de 500 litros e 1000 litros, que serão distribuídas gratuitamente. Os munícipes que estiverem interessados nas capas devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência ou a Vigilância Sanitária.

Combate ao mosquito

A intenção do Programa de Controle da Dengue é conscientizar a população para que o mosquito Aedes Aegypti não consiga se reproduzir em Biguaçu, diminuindo assim o risco de transmissão não só da Dengue, mas também da Febre Chikungunya e Zika Vírus. O programa possui 187 armadilhas de pesquisa de mosquito, que são monitoradas semanalmente pelos agentes de endemias, instaladas em locais estratégicos. “Estas ações tem como objetivo evitar uma epidemia de focos do Aedes Aegypti, já que nosso município tem uma situação de risco, pois é cortado pela BR 101, ou seja, tem um grande movimento de veículos vindos de outros estados, disseminando os vetores e o próprio vírus da dengue”, explica João Batista Soares, coordenador do Programa de Controle da Dengue.

Vale destacar que nem todo mosquito Aedes Aegypti está contaminado pelo vírus, mas todos eles são vetores que, se em contato com o vírus, podem transmitir a Chikungunya, Dengue e Zika Vírus para os seres humanos.

No estado de Santa Catarina, em boletim divulgado com dados até a data de 01/12, já foram confirmados 3593 casos de dengue, sendo que a maioria refere-se ao município de Itajaí (3115 casos). Em Biguaçu foram notificados 03 casos confirmados até o momento, sendo que todos se contaminaram em outros locais, 02 em outros estados e 01 em Itajaí/SC. Em relação ao Zika Vírus, temos 02 casos no estado aguardando exames complementares, porém 07 já foram confirmados (Bombinhas, Florianópolis, Gaspar e Laguna), e o provável local de infecção foi nos estados da Bahia, Maranhão, Pará e Paraíba. Biguaçu não tem nenhum caso suspeito de Zika Vírus até a data do boletim (01/12).

Ações em conjunto

No início de janeiro de 2016 as Vigilâncias Ambiental, Epidemiológica e Sanitária promoverão capacitações e diversas ações para as equipes da Estratégia de Saúde da Família, Núcleo de Apoio à Saúde da Família e equipe do Melhor em Casa, para que possam auxiliar os agentes no trabalho de orientação e identificação de possíveis focos do mosquito. “Queremos atingir o número máximo de pessoas, pois gostaríamos que toda a população de Biguaçu tenha a oportunidade de se informar e conhecer o Programa de Controle ao Aedes Aegypti, tornando-se parceira nesta luta contra a dengue”, ressalta o prefeito Ramon Wollinger.

Mesmo com o recesso de final de ano, as atividades do Programa de Combate ao Aedes Aegypti não param. As armadilhas de pesquisa de mosquito serão monitoradas nos dias 21, 22, 28 e 29 de dezembro pelos agentes de Endemias, Leo Ricardo Martins e Cesar Mina.

Proteja da sua casa do mosquito transmissor

Não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito Aedes aegypti pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir. Por isso é importante estar sempre atento todos os pontos que possam acumular água na sua residência, principalmente antes de viajar de férias.

O ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em uma viagem curta, é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda, após uma chuva, podem facilmente se tornar um foco do mosquito e afetar toda a vizinhança. Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Em 45 dias um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. Se estes mosquitos picarem alguém infectado, eles poderão transmitir os vírus da dengue, zika ou chikungunya para muitas pessoas de uma região.

Por isso, tire alguns minutos para verificar se sua casa está livre destes possíveis focos. Quem mora em casa pode começar pela área externa. Se assegurando que:

– A caixa d´água está vedada (caso precise de uma tampa nova e não tem condições de adquirir, a Prefeitura de Biguaçu, através da Vigilância Sanitária, está fornecendo gratuitamente)
– As calhas estão totalmente limpas
– Galões, poços e tambores estão bem vedados
– Pneus sem água e em lugares cobertos
– Garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo
– Piscinas e fontes tratadas e se possível, tampadas
– Pratos de vasos de planta com areia até a borda

Já nos ambientes internos de casa ou apartamentos é preciso verificar se:
– Os ralos estão tampados ou telados
– As tampas dos vasos sanitários estão abaixadas
– As vasilhas dos bichos de estimação estão limpas e protegidas da chuva
– A bandeja coletora de água do ar-condicionado está limpa e seca
– A bandeja externa na geladeira está limpa e seca
– Pratinhos de floreiras de varandas com terra até a borda
– Parador de filtro de parede limpo e seco

Lembre-se que os ovos podem ficar aderidos às laterais internas dos recipientes ou ainda nas laterais externas dos vasos. Por isso, é necessário lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha. Mesmo ressecados, os ovos são perigosos. Eles sobrevivem até 1 (um) ano e se neste período entrarem em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça. Antes de viajar cuide da sua casa e aproveite as férias com a consciência tranquila.

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